Catástrofes, Preparados ou Impreparados – Parte II

Opinião

Jorge Melo Pereira*

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“O Plano Municipal de Emergência da Proteção Civil, até aos dias de hoje, nunca foi treinado!”

O nosso País tem sido colocado à prova no que diz respeito à sua exposição e resiliência, aos efeitos severos da Natureza.
Há muitos anos, que não eramos expostos desta maneira tão agressiva, a um comboio de depressões, ventos que ultrapassaram os 200 km/h, chuvas persistentes e fortes, provocando cheias e inundações urbanas, desmoronamentos e abatimentos provocando muitos deles desalojados e outos riscos acrescidos como condicionamentos de estradas e até isolamentos de populações e várias vítimas, algumas delas mortais.
Coloca-se a questão: Porque continuamos a ser surpreendidos por fenómenos que sabemos que vão acontecer e para os quais existem conhecimentos técnicos?
Perante isto, faz-nos repensar no que queremos num futuro próximo.  Apostar na prevenção!
Quando não existe planeamento, aliado à falta de prevenção e de treino das populações juntamente com os agentes de proteção civil, o pânico surge, o desespero impera a desorientação entre os vários intervenientes é a realidade indesejada.
Recordo que o Plano Municipal de Emergência da Proteção Civil, até aos dias de hoje, nunca foi treinado!
Penso que a população em geral, ficou agora mais sensibilizada para esta problemática de acidentes naturais e da sua dimensão, o que urge prevenir para que no futuro se minimize os seus impactos, pois danos haverá sempre, o importante é minimizá-los e evitar vítimas.  E aqui entra de novo, a importância das políticas municipais de proteção civil.
Como já se percebeu, o primeiro socorro à população em situação de acidentes graves naturais ou humanas ou mesmo catástrofe, recai nos municípios e ainda mais próximo destas, nas juntas de freguesia, pois são aquelas que melhor conhecem a realidade e vulnerabilidades da sua população e também o histórico de acontecimentos passados.
A prevenção em proteção civil, engloba medidas antecipadas destinadas a reduzir o impacto de catástrofes naturais ou humanas, focando-se na eliminação de causas e na mitigação de riscos. Envolve ações de sensibilização, conhecimento dos riscos locais, planeamento, e a promoção de comportamentos de autoproteção para aumentar a resiliência das comunidades. 
É aqui que entra as Unidades Locais de Proteção Civil, maioritariamente voluntárias, que assumem este papel preponderante, principalmente na sensibilização das populações, preparando-as para eventos extremos, no levantamento de novos riscos e no socorro e apoio destas, até à chegada de meios mais especializados.
Mas para isto acontecer, será necessário que o Presidente da Câmara, promova a criação destas Unidades, que é da sua competência. Haja vontade para assegurar a segurança das populações.
Quando um político, com responsabilidades em Proteção Civil, em situações de crise, está constantemente a elogiar o trabalho dos bombeiros, demonstra que tem sido como sempre, o trabalho dos bombeiros, o seu “seguro de vida”, de quem nada fez previamente, apostando apenas na Fé, de que nada ocorrerá.
Deixo aqui a minha vénia, à Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, pessoa que tem sido um excelente exemplo ao nível autárquico, no âmbito da Proteção Civil.
 * Colaborador

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