3 Jul 2026
Hélder Ramos (Marcha Escravilheira), Maritza Quintinha (Ass. Loureiro a Mexer), António Luís Grifo (pres. ass. FAMOA), Francisco Silva (pres. FAMOA), Maria Santiago (Desafio d’Arte) e Serafim Cabral (Grupo Janeiras S. Martinho Travanca)
> As Marchas Descem à Cidade
As Marchas Descem à Cidade há quase duas décadas. O evento promovido pela FAMOA e pelas associações do concelho vai decorrer este sábado, dia 4 de julho, pelas 21h30, entre o TeMA e o Jardim Público.
Este evento realiza-se no primeiro sábado de julho, de forma que cada uma das marchas possa apresentar o seu trabalho na sua freguesia.
Esta iniciativa junta cinco marchas: Escravilheira, Grupo Janeiras S. Martinho de Travanca, Desafio d’Arte, Associação Cultural e Recreativa do Curval e Associação Loureiro a Mexer.
“Este é mais um momento em que Oliveira de Azeméis é o palco do trabalho associativo e sob a hégira daquilo que é uma das tradições mais portuguesas, que são as nossas marchas populares”, refere Francisco Silva, presidente da FAMOA.
Evento proporciona encontro intergeracional
Um dos principais fatores neste evento é o encontro intergeracional que se proporciona.
“As marchas é um evento que é muito transversal e as associações têm este cuidado de trazer desde o mais novo ao menos novo”, sublinha o presidente da FAMOA.
A Desafio d’Arte vai ter o marchante mais novo das marchas, com dois anos, seguido de Loureiro a Mexer, com um marchante de quatro anos.
Hélder Ramos afirmou que muitas das vezes, os jovens “são os primeiros a querer vir. São os primeiros a querer trabalhar”, o que prova eles gostam e querem manter tradições.
Tradição começou com Escravilheira e Bustelo
António Luís Grifo, presidente da assembleia geral da FAMOA, explicou que a tradição das marchas iniciou com as marchas da Escravilheira e do Bustelo, mas que “ambas, por motivos diversos, deixaram de fazer este evento”.
As marchas da Escravilheira voltaram ao ativo, mas António Grifo espera que as de Bustelo voltem, através da associação Renascer de Bustelo.
Amor, alegria e empatia são temas predominantes
Sem combinar, as associações têm temas que se interligam: amor, alegria e empatia, bem como os direitos humanos e o casamento.
“É sempre importante dar a ideia de que o objetivo é que esta tradição não se perca”
Hélder Ramos, Marchas da Escravilheira
“Quem nos conhece sabe que nós somos amor, nós somos empatia e nós somos alegria”
Maritza Quintinha,Loureiro a Mexer
“Mostrar o passado, viver o presente e alcançar o futuro, acho que é isto precisamos”
Maria Santiago, Desafio de Arte
“As marchas são todas as associações de Travanca que estão inseridas”
Serafim Cabral, Grupo Janeiras S. Martinho Travanca