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Correio de Azeméis

19 Sep 2023

Coisas de Fajões

Albino Pinho

Albino Pinho *

Com a natural poeira e lama á mistura, começaram no passado mês de março as obras de saneamento e distribuição de água numa parte da nossa terra, e só de água noutra. 
Como é de conhecimento público, a cobertura desta 1° fase vai ficar nos 60%, porque não há dinheiro, nem visão e coragem política para mais, digo eu, abrangendo mais o centro e norte  de Fajões. 
Os restantes 40% ficarão na lista de espera, talvez para outra reencarnação, na companhia da conclusão da Via do Nordeste. Mas infelizmente neste concelho, dito moderno e industrial,  ainda há quem esteja bem pior !

Apesar de todo o esperado, e normal, transtorno que isto acarreta, aos utentes e moradores, sobretudo nos locais mais apertados. Espera-se que a câmara tenha previsto uma  agenda de realcatroamento completo, e não tapando só a vala que foi aberta com remendos, como já nos habituou noutras situações. Relembro que antes a maioria destas vias já estava deplorável.
Quase em simultâneo a estes trabalhos, e por outra empresa, por acaso da mesma região, começaram na parte sul, a tal zona que por agora ainda não vai ter saneamento, a abertura de um vala para instalação da distribuição de água. Pergunto-me qual foi o critério, e razão da instalação separada de equipamentos ? 
Na dita zona, toda a gente tem água, alguma até de boa qualidade, por isso não se compreende a urgência deste equipamento. Ou se fazia o trabalho completo, ou se esperava para o fazer na totalidade. Há falta de informação atempada. Não há respeito pelos fregueses. Ninguém sabe quando vai acabar este calvário. Disse-me um responsável das obras que os realcatroamentos das vias intervencionadas só daqui por uns meses, e algumas mais de ano. Mas os nossos vizinhos, fizeram a mesma operação e não precisaram da esperar que a terra apertasse para o realcatroamento, como nos fazem crer. 
Portanto esta história, a mim deixa-me muitas dúvidas, e com suspeitas de outros interesses mal contados. O que me intriga ainda mais é porque razão é que uma vez a vala aberta, não se está a aproveitar para deixar já tudo pré instalado, até para o gás e outros serviços futuros, como nos países ditos avançados, para mais tarde não ter de reabrir o buraco, com todos os problemas e custos que isso volta acarretar. Qualquer mortal com conhecimentos básicos em economia, verá que a médio longo prazo seria um ganho. Para os menos atentos, lembro que estes serviços públicos, além de pagos, não são uma dádiva de ninguém, a quem se deva dar exagerados elogios, nome de rua ou agradecimentos especiais, mas sim um direito de todos, que só peca por tardio. Infelizmente também vai ser verdade que mesmo reclamada há muito tempo pelas populações, no final muitos vão dizer que afinal não estão interessados devido ao seu custo. É assim o nosso povo !
Se todos repararmos bem, a maioria das nossas obras públicas, foram quase sempre feitas a pensar no baixo custo e no imediato. Resultado, passado pouco tempo estão de novo em trabalhos. Moral da história, mais vale fazer bem o telhado uma vez, que passar a vida a mudar as telhas.
 

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