22 Jul 2024
> Nelson Alves
Há uns dias, numa Rádio nacional, falava-se sobre as falhas nos serviços públicos, provocadas por funcionários que não sabem, ou não querem saber, do conteúdo da Resolução do Conselho de Ministros nº 86/2024, de 9 de Julho: “Aprova medidas que melhoram o acesso dos cidadãos às entidades públicas que prestem atendimento presencial ao público”.
A referida reportagem era sobre casos que estavam a acontecer na zona de Lisboa, mas que provavelmente também acontecem um pouco por todo o país.
Na anterior edição do “Correio de Azeméis” foi publicado um elogio à USF Salvador Machado, da qual também sou utente há vários anos. Seria bom que esta fosse a regra, e não a exceção, mas como tenho dito em várias ocasiões, só quem nunca teve de acordar cedo para tentar ter uma vaga num qualquer centro de saúde é que não dá valor à organização e ao profissionalismo que a generalidade dos utentes associa à referida unidade de saúde familiar. O atendimento rápido e eficaz, quer por e-mail, quer quando nos deslocamos presencialmente às instalações daquele serviço, deveria ser algo normal em todo o país. Um bem-haja a todos esses profissionais, que tratam da saúde dos seus utentes com muito zelo e atenção!
Infelizmente, porém, nem sempre os contribuintes / utentes / cidadãos não são bem tratados quando recorrem presencialmente aos serviços do Estado para resolver certo tipo de situações. Há alguns funcionários públicos que não respeitam nem os colegas de trabalho, nem os utentes que procuram os serviços públicos. Não tenho pessoalmente muitas razões de queixa, até porque tento sempre que possível usar as plataformas online, mas por vezes não é mesmo possível resolver algumas situações remotamente. Nesse sentido, é bom que a generalidade dos funcionários públicos de Oliveira de Azeméis sejam mais profissionais e cuidadosos do que os casos mencionados na reportagem daquela Rádio, apesar de uma Resolução do Governo não ter, para todos os efeitos, a força de uma Lei.
A Iniciativa Liberal defende que o cidadão tenha uma relação saudável com o Estado e que este preste os serviços que os cidadãos solicitam, com a qualidade, a celeridade e a eficácia que cada euro pago em impostos deve significar. E, se não conseguir resolver pelos próprios meios, delegue essas funções noutras entidades, sejam elas privadas ou sociais.
Esta resolução do Governo do PSD vai no bom caminho, até porque a pandemia de COVID-19 já deixou de ser alarmante há cerca de dois anos, e nesse período o anterior Governo do PS nada fez para repor ou facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos que nós pagamos com o dinheiro dos nossos impostos.
Nelson Alves, representante Iniciativa Liberal