António Pinto Moreira *
No concelho de Oliveira de Azeméis temos constituídas três Uniões de Freguesias que resultaram de agregações de dez freguesias.
Já foram por demais dirimidas razões a favor e contra. A verdade é vieram depois de mais um colapso financeiro português que ocorreu pela mão daqueles que já traziam experiências anteriores nesta matéria, o Partido Socialista.
O PS do nosso concelho sempre fez política com isto. Primeiro para criticar quem estava no poder autárquico acusando de aceitar sem discutir. Agora que o PS está no poder o que faz? Empurra para os Presidentes da Uniões discutirem e resolverem. Primeiro, é uma aberração, pois esses Presidentes não têm qualquer poder de decisão nem competências para tal. São as Assembleias, as de Freguesia e as Municipais. Os Presidentes de Junta são, neste caso, meros executivos das deliberações emanadas das respetivas Assembleias.
O CDS entende que este assunto não deve ser politizado. Os Partidos Políticos devem-se abster de dividendos políticos em campo que é ultrapartidário. Devem ser os fregueses com sentido de cidadania que devem tomar a iniciativa. Mas como é que isto se faz? Ora sabemos que é cada vez maior o afastamento da vida pública. Quando nas eleições a proporção entre os que vão votar e os que não vão votar anda meio por meio! Como vamos agora esperar que as pessoas saiam de casa para pensarem e alinharem se a sua freguesia deve estar em A ou em B?
Para as gerações mais maduras a freguesia era a escola primária que todos frequentaram, a igreja onde fizeram formação cristã, os caminhos e ruelas onde se jogava futebol tosco, mas, ainda assim era futebol, o rio onde se aprendeu a nadar. Para as novas gerações, qual é o sentido de pertença de freguesia? De forma muito generalizada, a freguesia é a casa dos pais…e mais não é preciso dizer.
* Presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP