Em
Correio de Azeméis

22 Jan 2026

Contra- ditório

PSD Opinião Política

João Costa*

Opinião Política

As recentes eleições para a CCDR-Norte revelaram mais do que uma simples disputa de nomes.
Trouxeram à superfície uma fragilidade política que merece reflexão: a incapacidade de fazer cumprir, no território, um acordo assumido ao mais alto nível entre o Governo e o Partido Socialista para a eleição consensual dos presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. No Norte, a existência de dois candidatos representou uma rutura clara com esse entendimento nacional. Vários autarcas optaram por não respeitar o acordo estabelecido, invocando autonomia política e legitimidade democrática própria. Essa escolha é legítima do ponto de vista local, mas politicamente não é neutra nem isenta de consequências. Quando compromissos nacionais são quebrados por atores regionais, a confiança institucional sai fragilizada e o próprio modelo de governação regional perde consistência.
O Presidente Joaquim Jorge e os Deputados municipais eleitos pelo PS em Oliveira de Azeméis não cumpriram o acordo, fizeram mal e perderam, pois, o Eng. Álvaro Santos venceu porque
ainda existem autarcas que cumprem com o que é acordado.

Este episódio expõe um problema estrutural: a ausência de um verdadeiro equilíbrio entre coordenação nacional e autonomia local. As CCDR desempenham um papel central no planeamento estratégico, na gestão de fundos comunitários e no desenvolvimento regional.
Transformar a escolha das suas lideranças num campo de batalha política enfraquece a sua missão e desvia o foco do essencial, servir o território.
Mais preocupante ainda é o sinal que fica: se os acordos políticos só valem quando são convenientes, então a previsibilidade e a estabilidade institucional tornam-se frágeis. O Norte precisa de lideranças fortes, legitimadas e focadas no desenvolvimento regional, não de
processos marcados por divisões e ressentimentos políticos.
Este caso deve servir de alerta. Ou se clarificam regras, responsabilidades e compromissos, ou
continuaremos a assistir a episódios que minam a credibilidade das instituições e prejudicam a coesão territorial que tanto se apregoa.
Oliveira de Azeméis não ficou bem na fotografia… 

*Presidente da JSD e Vareador da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis

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