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PSD Opinião

> Filipa Santos (PSD)


Vivemos numa era dominada pelas redes sociais, onde plataformas como o TikTok, Instagram e Facebook moldam comportamentos e opiniões. Estas ferramentas digitais transformaram o mundo, conectando pessoas e democratizando o acesso à informação. Contudo, também suscitam preocupações que vão desde a saúde mental até à privacidade de dados. A recente iniciativa dos EUA em abolir o TikTok é um exemplo claro que revela tensões entre a liberdade digital e a segurança nacional.
O TikTok tornou-se um fenómeno global, particularmente entre os jovens, que encontram na plataforma uma forma de expressão criativa. Vídeos curtos, humor, dança e outro género de conteúdos tornaram a aplicação quase indispensável para milhões de utilizadores. Contudo, as críticas ao TikTok levantam questões pertinentes. A principal acusação dos EUA está relacionada com o alegado uso dos dados dos utilizadores pela empresa mãe, a ByteDance. Argumenta-se que informações sensíveis poderiam ser acessadas pelo governo chinês, comprometendo a segurança nacional. Mas a abolição do TikTok transcende as questões de segurança. Levanta um debate mais profundo sobre o papel das redes sociais nas nossas vidas e o poder que estas têm na formação de opinião pública e na manipulação de comportamentos. Esta rede, como outras, utiliza algoritmos que personalizam o conteúdo, criando uma experiência viciante. Além disso, a exposição contínua a estas plataformas tem sido associada ao aumento de problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, especialmente entre os mais jovens.
Por outro lado, a decisão de banir uma rede social levanta preocupações sobre censura e liberdade digital. Será legítimo que um governo interfira desta forma no acesso da população a uma plataforma?
No fundo, a questão não é apenas sobre o TikTok, mas sobre o impacto das redes sociais na sociedade. Até que ponto confiamos as nossas vidas a estas plataformas digitais? E como podemos garantir que os benefícios das redes sociais não sejam eclipsados pelos seus perigos? É urgente repensar o uso destas ferramentas, educar para o seu uso consciente e exigir maior transparência das empresas tecnológicas.
O futuro das redes sociais está em jogo e o caso do TikTok nos EUA é um alerta para que todos reflitam sobre o poder e os riscos destas no mundo atual.

Filipa Santos, Presidente da JSD de Oliveira de Azeméis  

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