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Correio de Azeméis

27 Mar 2025

Contraditório (PSD)

PSD Opinião Política

> José Terra

Na presidência aberta de Março de 2023 realizada na (minha) freguesia de São Martinho da Gândara, o soundbite presidencial resultante foi “Freguesia tem potencial para ser o celeiro da região”.
O que os agricultores e comerciantes do intitulado “celeiro concelhio” talvez ainda não saibam é quem, afinal, ficará do lado de fora do mercado. Há dias, em conversa com alguns agricultores/comerciantes, afirmaram que, em nenhum momento tiveram a oportunidade de dar o seu contributo sobre a requalificação e os destinos a dar ao espaço. A falta de qualquer informação por parte do executivo, acarreta-lhes receio e ansiedade pela imprevisibilidade nas suas vidas. Percebe-se a sua inquietação, entre derrapagens temporais e económicas, em Outubro próximo quatro anos terão passado do início das obras. Temem que os seus lugares fiquem comprometidos pela visão teórica para não dizer arbitrária, que o executivo teve para a requalificação do espaço que permanece ali esventrado, entregue às intempéries e a degradar-se ao tempo.
O nosso mercado municipal sempre teve presente o propósito de contribuir para o escoamento dos produtos resultantes do cultivo proveniente das nossas freguesias. impõe-se, portanto, que continue a cumprir esse desígnio.
A importância de obras naquele equipamento é inquestionável e impunham-se, tornando-o mais apelativo e dotado de melhores condições físicas, funcionais e ambientais, para usufruto dos produtores e vendedores. Ao mesmo tempo, deve ser um espaço dinâmico, facilitador, onde a relação o comprador e visitante possa fluir ao sabor dos hábitos, costumes e tradições.
Todavia, o executivo poderá evitar erros cometidos noutros mercados em que as remodelações redundaram em reconversões, que deixaram dezenas de comerciantes de fora e impedidos de trabalhar. Nos que ficaram, por via de uma modernização desarticulada dos seus os interesses, a opinião é de insatisfação.
As últimas noticias indicam que o mercado será entregue no final do ano - ou seja, já depois do acto eleitoral. Assim, evita-se qualquer embaraço público antes do voto dos oliveirenses. Estratégico, não é?


José Terra, Vogal da Comissão  Política do PSD

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