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Ana Isabel, vereadora independente pela AD (Coligação PSD/CDS-PP)

O Parque de Lá-Salette foi objeto de discussão na reunião ordinária da Câmara Municipal, a 28 de outubro, a propósito da Adenda ao Contrato de Cessão de Exploração entre o Município e a União de Freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, Ul, Macinhata da Seixa e Madaíl, referente ao edifício de comércio. O alerta dizia respeito às obras em curso no espaço exterior do snack-bar, junto ao lago, e pretendia alertar para a forma como se intervém num dos espaços públicos mais emblemáticos do concelho.

Ao assumir o cargo de vereadora entendi que a forma como se faz, encerra em si um significado, isto é, comunica uma ética de atuação. Assim, houve o cuidado de, em sede própria, apresentar o alerta pela preocupação real com o Parque de Lá-Salette, para o qual se considera urgente a definição de um plano de melhoramentos pensado, organizado e planeado, devidamente dinamizado pelo executivo camarário e esclarecido junto dos oliveirenses.

Sem uma visão de conjunto, o Parque corre o risco de perder o carácter que o distingue e lhe confere identidade. Se cada intervenção resultar apenas de vontades individuais, o espaço comum transforma-se num mosaico desarticulado de gostos particulares, onde o sentido coletivo se perde. O gosto, por si só, não é suficiente. É, sim, a expressão mais imediata, subjetiva, e, por isso mesmo, o ponto onde o debate verdadeiramente se interrompe.

O Parque de La Salette é um espaço público, ou seja, um bem comum. O café, explorado por privados, tem naturalmente o direito de realizar obras de melhoramento no imóvel, devidamente licenciadas pela Câmara Municipal. Mas intervir no espaço exterior com pinturas, com caixas de eletricidade mal integradas ou com a utilização de lajetas de granito sem critério, é, no mínimo, um erro de sensibilidade, para além de não terem essa legitimidade.

A intervenção no espaço público exige visão, cuidado e cultura de projeto e deverá ser liderado pela entidade pública esclarecida e coerente. Só assim haverá condições para manter o Parque de Lá-Salette como o maior e mais simbólico espaço verde de Oliveira de Azeméis, lugar de memória, encontro e identidade coletiva.

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