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Correio de Azeméis

20 Nov 2025

Contraditório

PSD Opinião Política

> António Santos (PSD)

Governar com maioria absoluta é diferente de governar sem maioria.
Em democracia as eleições não servem para eleger poderes absolutos. O nosso sistema democrático, através dos seus órgãos eleitos nas diferentes Assembleias, assenta no princípio de que todos devem ser ouvidos. Isto é ainda mais relevante quando não existem maiorias, pois é com estes órgãos que se devem procurar os pontos de entendimento no sentido de se encontrarem as soluções que respeitem aquilo que foi a vontade popular expressa pelo voto.
O compromisso da Candidatura que liderei à União de freguesias de Oliveira de Azeméis, Santigo de Riba-Ul, Ul, Macinhata da Seixa e Madail é com todos aqueles que nos confiaram o seu voto e que contam connosco para defender um projeto autárquico mais próximo daquilo que foi a nossa proposta: Não seria admissível que após as eleições abandonássemos tudo aquilo que acreditamos, bem como o projeto que levámos às populações. Não o faremos em qualquer circunstância. 
“Na política local o que conta são as pessoas” é uma expressão que ouvimos com muita frequência. Entendo que todas as pessoas que compõem esta Assembleia de Freguesia são merecedoras de respeito, estão imbuídas de um espírito de missão e querem o melhor para a sua terra. Todos devem ser ouvidos e todos têm direito ao seu voto. O superior interesse das nossas freguesias está acima de quaisquer considerações de ordem política.
As recentes declarações do presidente da comissão política do PS parecem indicar um sentido contrário a este espírito. Escreveu o Dr. Bruno Aragão neste jornal que “Fizemos o que nos competia e abordamos a AD para a constituição da mesa”. Dito assim, dá-se a entender que houve uma verdadeira auscultação, negociação ou vontade de compromisso. Considero que seria de facto penoso para o nosso sistema democrático, que se quer pluralista, a desconsideração de que a maioria dos eleitores não votou favoravelmente no projeto do Partido Socialista.
 O Executivo de União de Freguesias liderado pela Drª Fátima Ferreira necessita de convergências, não só por convicção, mas porque a democracia assim o exige. E exige na medida exata da proporcionalidade das votações alcançadas pelas diferentes forças políticas. 
Continuamos a acreditar que o entendimento e a atitude do executivo liderado pela Drª Fátima Ferreira não é este e que, com espírito construtivo, poderemos sentar todos na mesma mesa para encontrar as soluções que a nossa União de Freguesias precisa. Sempre com comunicação, negociação e compromisso.

António Santos, Membro da Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Oliveira de Azeméis, Santiago de Riba-Ul, Ul, Macinhata da Seixa e Madail.

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