Contraditório (PSD)

PSD Opinião Política

> Adélia Teorgas

No passado dia 27 de Janeiro, comemoramos 80 anos da libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz e prestamos homenagem a mais de 1.000.000 de pessoas que, só neste campo, foram assassinadas. 
Aconteceu na europa, por europeus, no sec. XX.
Mas o holocausto não começou com Auschwitz. Como é que chegamos até aqui?
O “modos operandi” é comum a todas as ditaduras, sejam elas de extrema esquerda ou de direita: utiliza-se o descontentamento popular, provocado por crises politicas, económicas e/ou sociais, encontra-se um “culpado” e utiliza-se a demagogia para manipular e agradar a massa popular com promessas que não se podem cumprir, repetem-se mentiras, criam-se factos e distrações, exploram-se as emoções e escondem-se as reais intenções. Associado a este comportamento há, quase sempre, uma tentativa feroz de desrespeitar e desgastar as instituições.
Os discursos inflamados, a postura de “salvador da pátria”, a utilização abusiva de símbolos nacionais, o tipo de linguagem e o tom utilizado, em Portugal e 50 anos depois do 25 de Abril, tem de nos fazer pensar e perguntar, para onde vai a nossa democracia!? 
O que é que falta, na sociedade, nas escolas, nas famílias, quando não somos capazes de refletir e aprender com as lições que a história recente tem para nos dar? 
O ressurgimento de discursos e ataques racistas, em Portugal, no Sec. XXI, representa um retrocesso e é nossa obrigação enquanto democratas, ficar alerta, não ficar calados nem indiferentes, não perder o humanismo e lutar contra o odio, a intolerância e a falta de empatia para com os mais frágeis. Como? 
Aplaudindo a decisão do A.E. de Loureiro ao proibir o uso do telemóvel na escola, apoiando e valorizando o trabalho das associações da nossa freguesia, reconhecendo a todas um papel fundamental na educação e criação de laços entre as crianças e jovens de Loureiro, incentivando o trabalho de equipa e o respeito pelas hierarquias, pelos mais novos e pelos mais velhos. Antes de querermos mudar o mundo, temos de mudar o “nosso mundo” e o nosso mundo são os nossos vizinhos, os amigos, as associações, as escolas… e isso só acontece se tivermos o apoio de autarcas atentos, conscientes e responsáveis e que sejam capazes de governar a pensar na próxima geração e não na próxima eleição. Estamos em ano de eleições autárquicas. Para mudar o mundo, temos de começar pelo “nosso” mundo.


Adélia Teorgas, Vogal da   da Comissão Política  do PSD de O. de Azeméis

Partilhar nas redes sociais

Comente Aqui!









Últimas Notícias
Oliveirense goleada no Dragão no arranque dos play-offs
16/05/2026
Peregrinos ficam sem as bicicletas enquanto pernoitavam em Cucujães
16/05/2026
Contagem decrescente em Oliveira de Azeméis: Mesa de conversa em direto marca o arranque do Mercado à Moda Antiga
16/05/2026
Helena Terra destaca participação de mulheres e jovens nas eleições da Oliveirense
16/05/2026
Eleições UD Oliveirense > Carlos Teixeira reconduzido com mensagem de continuidade e apelo à participação dos sócios
16/05/2026
Eleições decorrem até às 22h00: Oliveirense apela à participação dos sócios
15/05/2026
Escola de outros tempos leva gerações a Oliveira de Azeméis: “É um mercado à moda antiga pedagógico para todos.”
15/05/2026
É hoje! União Desportiva Oliveirense vai a votos e a palavra de ordem é participar: "A tua voz conta"
15/05/2026