4 Feb 2026
Rancho Folclórico ‘Cravos e Rosas’ percorrem o país a mostrar as suas tradições, mas é na sua terra que mais orgulho dá atuar
UL >Festa dos padroeiros junta tradições e gerações
As já centenárias festas em honra da Nossa Senhora das Candeias e de São Brás juntaram na tarde de sábado tradições e gerações. O Rancho Folclórico ‘Cravos e Rosas’ e o Grupo Folclórico ‘As Padeirinhas de Ul’ iniciaram as festividades, transportando os presentes para o passado.
Numa das suas músicas, o Grupo Folclórico ‘As Padeirinhas de Ul’ tiveram em palco o elemento mais novo, uma menina que vai completar 2 anos de idade
Com saída no largo da Cruz, os dois grupos vieram em procissão até à Igreja de Ul, onde atuaram para a freguesia.
É sempre um orgulho para o rancho atuar nas festas da terra
Liliana Tavares, presidente do Rancho Folclórico ‘Cravos e Rosas’, afirmou que já fazem parte das festividades desde que o rancho nasceu. “É a primeira romaria do ano, é a primeira festa na nossa terra, portanto, é claro que estamos com muito gosto”, afirmou. Tendo um grupo constituído por 48 elementos, desde os três e os 75 anos, Liliana confessa que é sempre necessário haver um ensaio antes das atuações, no entanto, esta é “aquela em que nós estamos mais confortáveis, porque é aquela que é feita em casa, e é aquela que nos dá mais gosto e brio também”. Com uma grande diversidade de idades no grupo, a presidente do rancho afirma que “vamos fomentando o gosto, porque na verdade, são eles que mantêm as tradições”, acrescentado que faz parte do trabalho incutir esse gosto pelas tradições, desde cedo.
‘Padeirinhas’ tiveram o elemento mais novo em palco a atuar
Já o presidente do Grupo Folclórico ‘As Padeirinhas de Ul’, António Peixoto, referiu que o elemento mais novo do grupo tem quase dois anos e, “ela já dançava na barriga da mãe, já nasceu neste meio. É o garante do manhã”, sendo o elemento quase octogenária. Mesmo sendo pequeninos, o presidente do grupo afirma que eles querem ir para a roda dançar, e “é engraçado. Eles querem ir para a roda, querem dançar, e nós temos medo de que eles se magoem. Mas nós damos essa liberdade para eles terem gosto”. Apesar de atuarem nas festas há quase 40 anos, afirma que “há sempre uma preparação, e há sempre um nervosismo, porque ao atuar na nossa freguesia, não queremos falhar na nossa terra”.