“Deixei-me seduzir pela arte clássica”
Concelho
José Pedro Santos, artista plástico conservador e restaurador de bens culturais, foi o convidado do programa ‘O ADN Oliveirense’. Com formação em conservação e restauro, o carregosense é apaixonado pela pintura. “Tento fazer o melhor que posso no processo
de criação de forma a transmitir algo às pessoas”, contou.
Desde muito novo que José Pedro Santos sente uma atração “natural” por desenhar e pintar, recordando-se de o fazer em criança. “Sempre tive apetência para as artes visuais”,
afirmou o carregosense. “Mais tarde, por influência familiar, acabei por enveredar por conservação e restauro, até porque estava indeciso entre belas artes e esta área”, explicou,
realçando a empatia que sentia e ainda sente por conservação e restauro de bens culturais. “Na licenciatura, segui esta área porque achei que era mais viável em termos profissionais”,
acrescentou. Quando José Pedro Santos tinha 16 anos, fazia trabalhos a carvão antes de começar a pintar a óleo. A partir dos 18 anos, começou a pintar com regularidade. “O
surrealismo agrada-me. Quando comecei a pintura a óleo, comecei a querer pintar de forma diferente e apaixonei-me pela pintura clássica”, declarou o carregosense, justificando que esse entusiasmo foi o mote para o estudo da conservação e restauro. “Apesar de ser
uma área científica voltada para o estudo da arte, comecei a compreender quais os materiais que compunham a arte antiga”, descreveu. “Deixei-me seduzir pela arte clássica. É desta forma que gosto de me expressar”, garantiu. Com obras na freguesia de Carregosa,
em duas ilhas dos Açores e na cidade do Panamá, foram muitas as oportunidades que o artista teve na área da pintura e do restauro. Foi com carinho que falou dos trabalhos que fez na Nossa Senhora de Lourdes e na Igreja Paroquial de Carregosa. “Tenho uma ligação
de afeto com a minha freguesia e vejo as pegadas dos meus antepassados que fizeram obras lá. Por isso, há uma ligação familiar que revejo na minha terra”, considerou
José Pedro Santos.
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