6 Jun 2023
Pinheiro da Bemposta Destaques Freguesias
Celeste Pinto contou a sua versão dos factos ocorridos esta terça-feira
A mulher detida no dia de hoje, terça-feira, pela GNR de Oliveira de Azeméis no Pinheiro da Bemposta entrou em contacto com o jornal Correio de Azeméis para dar a conhecer a sua versão dos factos sobre a notícia publicada com o título ‘Desobediência à GNR acaba com três detidos e um militar ferido’. Celeste Pinto negou os crimes de ameaça, resistência e coação aos militares da GNR presentes na operação de fiscalização rodoviária e acusa um dos elementos da guarda de “abuso de poder”. “Ele tem abordado muita gente no Pinheiro da Bemposta. Tanto eu como o meu pai também já fomos mandados parar por ele, mas o problema é a forma como somos abordados e isto não pode continuar assim”, contestou a mulher de 31 anos em declarações ao Correio de Azeméis.
Em relação ao caso ocorrido esta terça-feira, Celeste Pinto contou que o seu irmão estava a entrar na padaria quando foi abordado pela GNR. “O agente abordou o meu irmão e pediu-lhe os documentos. O meu irmão disse que tinha os documentos na aplicação, mas o cabo tirou-lhe o telemóvel e atirou-o para o chão. (...) Quando eu lá cheguei, ia buscar os documentos ao carro, mas o cabo disse que já vinha a patrulha para o deter por ele não ter mostrado os documentos”, explicou a mulher, que viu o irmão e o pai serem detidos e acabou ela também por ser detida. “Eu fui detida e ainda não sei porquê”, acrescentou Celeste Pinto, reconhecendo que, antes disso, entrou no seu carro e fez marcha atrás com o telemóvel na mão para ligar para o seu advogado. “O GNR viu e pediu-me os documentos e ele estava corretíssimo, mas não me pode abordar daquela maneira. Eu ia mostrar-lhe os documentos na aplicação e ele tirou-me à força do carro”, recordou, revoltada, a mulher, defendendo que, foi nesta situação, que o militar terá ficado ferido numa mão.