“É legítimo sonhar este ano”

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João Figueiredo esteve no programa 'Desporto em Análise' com Hermínio Loureiro, na Azeméis TV/FM

Basquetebol> João Figueiredo confessa estar feliz na UDO

João Figueiredo, treinador do basquetebol da Oliveirense, acredita que a boa prestação da equipa na fase regular do campeonato garante boas perspetivas para os Play-Offs. Depois de ultrapassar o CD Póvoa, a Oliveirense vai medir forças com o Benfica nas meias-finais e o técnico garante que a equipa tem “legitimidade” para acreditar que pode estar na final, embora defenda que não é favorita a vencer o título.

Fase regular “bastante competente”
O objetivo de ficar nos primeiros quatro lugares não é fácil. Os critérios que dispomos de construção do plantel não são diferentes de equipas que muitas vezes ficam em lugares abaixo de nós. Mas este ano, o clube fez uma excelente fase regular, competiu até perto do final pelos primeiros lugares, estivemos muito perto de ser primeiros, talvez tenhamos tido duas derrotas que não estaríamos à espera. Senão poderíamos ter acabado em 1º lugar, mas isto não quer dizer que sejamos candidatos ao título. Existem algumas diferenças, mas competimos. O orçamento poderá nem ser sempre uma diferença naquilo que é a qualidade individual dos jogadores mas, dada a diferença entre os três ditos grandes e a Oliveirense, isso influencia o mercado onde se vão contratar os jogadores.

Taça Hugo dos Santos era um objetivo
Desde início marcámos a nossa posição na Taça Hugo dos Santos e assumimos que queríamos ganhar. Estávamos determinados e demonstrámos isso dentro de campo porque nos dois jogos com o FC Porto, um ganhámos em casa e outro perdemos fora, mas esta foi uma das derrotas que me custou mais. Se tivéssemos a equipa toda, a história podia ter sido outra porque na parte final, o que fez a diferença foi a nossa falta de dimensão física, menos rotação e uma penalização extrema em termos de lances livres que o Porto usufruiu e aproveitou para marcar.

Play-Offs
Nós queríamos fazer a melhor classificação possível na fase regular independentemente com quem calhássemos nos Play-Offs. O sonho de chegar o mais longe possível mantém-se vivo. O que fizemos durante o ano dá-nos legitimidade para termos ambição para chegar à final, mas não somos favoritos.

Três vitórias com os três ‘grandes’
Se, por um lado, isso coloca um maior estado de alerta dos nossos adversários, por outro lado ganhámos o respeito das equipas este ano, nomeadamente do FC Porto, Benfica e Sporting que já têm receio de jogar connosco. É verdade que é muito difícil em cinco jogos ganharmos três, mas se tivermos a felicidade de ganhar um jogo fora, pode ser uma eliminatória gira.

”Grato” por ser o Treinador do Ano
Todos nós gostamos de ter reconhecimento e é importante percebermos o que é isso. É um reconhecimento que foi dado por votação, foi feito por treinadores, jogadores e dirigentes e fiquei grato por entenderem que eu sou merecedor de tal distinção. É um prémio de reconhecimento, alegria e orgulho mas que não nos deve tirar a vontade de continuar a aprender, a estudar, a refletir, não nos agarrar às distinções individuais, que tem coisas boas mas tem coisas muito perigosas se não soubermos lidar com elas.

Treinar no estrangeiro
Tenho a minha ambição pessoal. Não gosto de estar numa zona de conforto muito tempo e isso não tem a ver com estar bem ou não estar bem. O que eu procuro em termos pessoais é um acumular de experiências diferenciadoras e é isto que nos transforma e faz crescer. Mudar contextos e mudar objetivos e culturas faz-nos crescer muito como treinadores. Infelizmente o basquetebol em Portugal não é como o futebol e não temos um mercado fora do país que seja aliciante. Temos dois ou três países na Europa em que podemos ter mercado, mas onde os campeonatos não são aliciantes. Em termos do que é o crescimento como treinador não é positivo. Depois existe algum mercado fora da Europa, como na Ásia que está a crescer muito e tem condições financeiras interessantes e conseguem recrutar jogadores de elevado nível e com isso estão a subir a competição das suas Ligas. Não é um mercado fácil de se chegar, mas pode ser uma possibilidade a médio/longo prazo. Eu estou bem na Oliveirense, adoro o clube, as pessoas, os adeptos, as condições de treino que temos.

A competitividade do basket português
Há diversos fatores que têm contribuído para que a afirmação do basket português a nível internacional seja complicada. Tardamos em melhorar, primeiro porque não temos uma visão séria e honesta sobre o que deve ser uma competição para melhorar o jogo. A nossa competição não ajuda a desenvolver o jogador português, porque não temos uma visão coletiva da sociedade em todas as áreas. Temos uma baixa cultura desportiva neste país. Continuo a achar que no basket estamos mais preocupados na formação de treinadores, continuamos obcecados com os conteúdos e não com a metodologia de treino, que ajude os clubes a desenvolver mais jogadores de formação para que estes consigam chegar às equipas seniores, cresçam e consigam ajudar as seleções.

Formação na Oliveirense
Existe uma intenção muito grande da atual direção de melhorar a formação e um clube como o nosso necessita urgentemente de uma formação melhor, de investir em novos jogadores, de recrutar novos jogadores para melhorar a formação  e aquilo que é o nível competitivo da equipa sénior. O clube está a ter uma visão correta daquilo que é um plano a médio e longo prazo, recrutar jogadores, dar-lhes condições para melhorarem e a seu tempo chegarão à equipa principal.

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