8 Jul 2024
Joana Casimiro, de Ossela, sofre de leucemia e precisa de um transplante de medula óssea. Pode consultar locais, dias e horas, para doação de sangue e medula óssea através do site: www.dador.pt
Mãe da Joana revelou ao Correio de Azeméis o seu sentimento.
Joana Casimiro Almeida é bailarina e tem o sonho de pisar grandes palcos, no entanto, há seis anos foi diagnosticada com leucemia promialicítica aguda e desde então tem feito vários tratamentos. A doença começou com uma “simples dor de garganta”, contou à Azeméis TV/FM, Graça Casimiro, mãe da Joana. A Azeméis TV/FM foi acompanhar, na Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha Portuguesa, na passada quarta-feira, uma das, já habituais, dádivas de sangue e medula óssea. Aberta a toda a comunidade, numa tentativa de sensibilizar as pessoas, Graça Casimiro pediu a todos que se mobilizassem naquele dia à ESSNorteCVP.
A passar pela segunda recaída, após um ano de quimioterapia, Joana não conseguiu atingir a remissão molecular, sendo necessário transplante de dador compatível. Um desafio extremamente delicado e difícil de atingir.
O início da doença.
“Iniciou a doença em 2018, em outubro, com uma simples dor de garganta. Fomos ao hospital e o diagnóstico foi uma leucemia promialicítica aguda. (…). A partir daí foi internada durante quase seis meses a fazer tratamentos. No início, quando nos foi dito, não seria necessário transplante nenhum, mas, à medida que as coisas foram evoluindo, percebeu-se que era necessário.”
A evolução da doença.
“Ela há dois anos teve um transplante autólogo (transplante dela para ela mesma), mas, ao fim de seis meses a doença voltou, teve outra recessiva. (…). E o que nos alertou que a doença teria voltado foi uma afta [na boca] que não curava e foi isso que indicou que a doença tinha regressado. Estava no Hospital de Santo António e passou para o Hospital de São João para fazer o autotransplante. Aí tem vindo, há cerca de quase um ano, a fazer tratamentos depois desta recaída do transplante. Mês sim, mês não, está a fazer tratamentos de quimioterapia. A doença está controlada, mas, não consegue removê-la na totalidade.”
A busca por um dador compatível.
“Nas pesquisas internacionais e nacionais não foi possível arranjar nenhum dador compatível, até agora. Por isso nós fomos ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação, na semana passada, e indicaram-nos que através do site: www.dador.pt nós poderíamos saber onde é que havia sempre recolhas. Eu vi que havia aqui na ESSNorteCVP e divulguei através das redes sociais, colei cartazes pela cidade e espero que tenha alguma adesão.”
O sentimento de uma mãe.
“Isto é uma mãe com o coração aflito e é uma vida que neste caso é da Joana, mas que podia ser de muitos outros. Hoje é ela, amanhã pode ser outro qualquer. É apenas ir fazer uma análise ao sangue e depois esperar se é compatível ou não.”
Um apelo a toda a comunidade.
“Nós pedimos encarecidamente às pessoas que possam aderir a esta iniciativa e aqueles que não tiverem requisitos, porque isto tem requisitos até aos 45 anos, de qualquer forma, não podem dar, mas podem divulgar, podem ajudar e nós agradecemos. (…). Esta doação é para a Joana e não só para a Joana, é para quem for compatível, e pedia encarecidamente, que aderissem, que divulgassem, que participassem, porque é mesmo a vida dela que está em causa e a de outros tantos como a dela. É uma menina nova que tem sede de viver.”
ESSNorteCVP contou com mais uma das suas campanhas de dadiva de sangue e medula óssea
Realizadas habitualmente no final e início de cada ano letivo, a ESSNorteCVP promove campanhas de dádivas de sangue e medula óssea há cerca de seis anos. Abertas à comunidade em geral, o objetivo passa sempre por ajudar alguém que precise. A próxima recolha está prevista para outubro, ou, novembro.
“Nós não identificamos uma pessoa só, sabemos que há vários casos na comunidade. A ideia é as pessoas inscreverem-se e a partir do momento que haja compatibilidade essas pessoas são contactadas, seja para uma pessoa daqui de Oliveira de Azeméis, do país, ou, até a nível mundial. Cada vez mais estas nossas iniciativas têm abrangido mais pessoas de Oliveira de Azeméis e mesmo de fora do concelho. (…). Em meia hora (tempo que demora em média uma doação de sangue) pode salvar até três vidas, e o que é para nós 30 minutos, em 24 horas do nosso dia?”
Gonçalo Silva, co-responsável pelo grupo de voluntariado da ESSNorteCVP que promove as campanhas de recolha de sangue e medula óssea