Edu deixa o basquetebol em protesto com a FPB

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EMBOAZ castigada com derrota em dois jogos e 125 euros de multa por utilização de jogador indevido

Aos 27 anos, Eduardo Lopes, mais conhecido por Edu, decidiu colocar um ponto final na sua carreira de jogador de basquetebol. A cumprir a terceira temporada ao serviço da Escola de Modalidades do Benfica de Oliveira de Azeméis (EMBOAZ), Edu Lopes “decidiu abandonar a modalidade porque a Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) o considera um atleta sem formação portuguesa de basquetebol”.

A decisão do jogador foi revelada através de um comunicado publicado pelo clube, que representou nas últimas três temporadas, nas suas redes sociais, e que explica o que levou o poste português a tomar esta atitude. “Por ter praticado apenas um ano na formação e voltado à modalidade já em sénior, é tratado como ‘estrangeiro’”, pode ler-se no comunicado, no qual a Escola do Benfica de Oliveira de Azeméis critica a regra da FPB. “Atletas de países com acordo (Palop’s) só precisam de praticar a modalidade de forma federada em Portugal durante duas épocas para ter um estatuto de ‘equiparado’ (a português). O Edu, que é português, que nasceu e vive aqui, que representa um clube português, nunca será considerado como equiparado, segundo as regras atuais da FPB”.

Quando se deparou com o “erro”, a EMBOAZ alertou a FPB, “que foi fria e insensível ao aplicar o castigo administrativo com derrota e zero pontos nos dois jogos que o Edu entrou juntamente com mais dois colegas estrangeiros, fazendo cair a equipa do 1º para o 3º lugar, disputando uma liguilha escusada e que impediu a equipa de lutar pela subida ao CNB1”, explicou o clube oliveirense, deixando uma questão no ar: “Que FPB é esta que num caso como este aplica uma multa de 125 euros e zero pontos em dois jogos a um clube pequeno e no caso do jogo da LPB, entre Ovarense e UD Oliveirense, em que estão tantas crianças da formação a assistir, ficaram a maior parte dos jogadores com multas suspensas e o clube com uma multa reduzida a apenas 500 euros?!”.

Ainda na mesma nota publicada, a EMBOA frisa que esta regra “desvaloriza os nossos atletas” e “favorece jogadores estrangeiros” e apela a todos os clubes, treinadores e dirigentes para que “contestem esta regra”. “Todos juntos podemos mudar uma regra que não faz sentido”, concluiu a direção da EMBOAZ no referido documento.

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