Empreendedores oliveirenses debateram fundos europeus

Empresas e Empresários

Mais de 100 empresários estiveram presentes no encontro promovido pelo Correio de Azeméis

Iniciativa do Correio de Azeméis > Eduardo Costa enaltece o espírito empreendedor dos oliveirenses

O diretor do grupo Correio de Azeméis, Eduardo Costa, abriu o Encontro de Empreendedores Oliveirenses – Oportunidades de Investimento: Fundos Europeus com um discurso marcado pela emoção e pela confiança no potencial económico do concelho. O jornalista destacou o papel dos empresários locais, a importância dos fundos comunitários e o valor da motivação e da cooperação para o desenvolvimento de Oliveira de Azeméis.

Promovido pelo grupo Correio de Azeméis, o encontro reuniu empresários, representantes de instituições públicas e especialistas ligados aos fundos europeus. Eduardo Costa, que dirigiu a sessão, falou da força do tecido empresarial local, do papel transformador dos apoios comunitários e da importância de preparar as novas gerações para um futuro de inovação e investimento.
O também empresário recordou a presença, há um ano, do ministro da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, num evento semelhante, sublinhando que a cidade tem mantido uma linha de continuidade e compromisso com o desenvolvimento. Revelou ainda que já preparou a “primeira página” de 2030, símbolo da visão e ambição que defende para o concelho.

A força da motivação e do trabalho

"Aproximo-me das pessoas que acharam motivador estar aqui. Não precisamos de ser motivados em tudo, mas precisamos de saber por que investimos, para que é que o fazemos. Temos de usar os incentivos que nos cabem e fazer o que é necessário — criar empresas, postos de trabalho, saber vender e comprar. Essa é a parte mais complicada.”
“Por isso trazemos cá pessoas que sabem mais do que nós, que nos possam explicar como aceder aos apoios e que nos motivem. Temos de acreditar em tudo o que somos e em tudo o que estamos a fazer". 

O apoio europeu e o orgulho de ser oliveirense

 “Sem as soluções que são fundamentais, muitas fábricas não existiam, muitas máquinas não se compravam e muitos comércios não teriam a qualidade que têm.”
“O apoio da União Europeia é essencial, mas não chega. O que faz a diferença é a motivação e a vontade de avançar. Temos um orgulho enorme nos nossos empresários e nas nossas empresárias. Esse orgulho mudou a nossa perceção, o nosso desenvolvimento e a nossa realidade.”
“O suporte do nosso orgulho devia estar na indústria — porque é nela que se constrói o futuro do concelho.”

A memória do ministro e a continuidade da ação.

"Já tivemos aqui, no mesmo sentido, o ministro da Coesão há um ano. E, quando ouvimos o que ele disse e o que vemos hoje, percebemos que há uma continuidade, uma linha de trabalho que se mantém. Temos visto uma interação quase semelhante, um esforço conjunto para manter o dinamismo empresarial e a capacidade de atrair investimento.”
“Acredito que todos — técnicos, empresários e instituições — podemos ajudar a dar continuidade a esse caminho.”

O futuro e as novas gerações

“Temos de mostrar às pessoas, sobretudo às novas gerações, que aqui há futuro. Dizem que muitos jovens saem e que há uma emigração forte, mas aqui ainda temos condições para ficar. Temos instituições que apoiam e que acreditam.”
“Isto é para as novas gerações — temos de levar isto a sério e dar-lhes oportunidades para crescer.”

A visão para 2030 e a ‘primeira página’

“Já tenho feita uma primeira página para uma edição de 2030: "Oliveira de Azeméis foi concelho do norte cujo os empreendedores melhor aproveitaram os fundos europeus".

As empresas e o desenvolvimento do concelho. “Temos grandes empresas, mas também pequenas e microempresas, comércios e serviços. São todas pulmão desta terra. E queremos que o concelho continue a crescer, que seja uma referência.
“Agradeço aos empresários e aos políticos que cuidam e participam, porque representam uma base essencial do nosso desenvolvimento. As técnicas e as infraestruturas de apoio industrial e empresarial são fundamentais para o nosso futuro — e precisamos do apoio de todos para continuar a evoluir.”
 

“Ministro da Economia e Coesão, Castro Almeida, conseguiu que prazos estejam a ser cumpridos”
Relativamente à capacidade de resposta, Nuno Gonçalves salientou, ao nível do Portugal 2030, “o trabalho excecional” do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, “que de facto fez um trabalho conjunto entre o IAPMEI, as agências públicas do AICEP e as CCDR’s, permitindo que neste momento a situação esteja controlada. Não há análises de incentivos no IAPMEI atrasadas com o prazo acima dos 30 dias. Se tiver algum caso desses, é um caso, de facto, muito excecional”.

 

> Administrador da Moldit apela à ligação entre empresas e centros tecnológicos
Nuno Silva defende que a inovação tem de chegar às pequenas empresas
“Os projetos têm de ter impacto direto no nosso negócio — é importante que o desenvolvimento e a investigação se traduzam em inovação no mercado.
“As micro e pequenas empresas têm dificuldade em chegar às entidades científicas. É preciso criar modelos que lhes permitam aceder com mais facilidade a essas parcerias.”
“Há muito talento dentro das nossas empresas. Muitas vezes, esquecemo-nos de valorizar as pessoas que já cá estão e que têm capacidade para inovar.”
“O marketing é hoje determinante no sucesso. É também aí que podemos inovar e reforçar a competitividade das empresas.”

> Empreendedor tecnológico partilha experiência de internacionalização
Carlos Teixeira, da Cheto, alerta para as limitações dos apoios à exportação
“Exportamos cerca de 90% do que produzimos. O nosso produto é tecnológico e concorremos com empresas alemãs, italianas e americanas.”
“Temos de planear feiras com três anos de antecedência, mas muitas vezes os programas de apoio não se ajustam a esses prazos e ficamos de fora.”
“Continuamos a investir porque acreditamos no valor das nossas máquinas e na inovação. Temos parcerias com as universidades de Aveiro e do Porto e projetos conjuntos de desenvolvimento.”
“Os apoios são importantes, mas é preciso que as regras acompanhem a realidade de quem trabalha e compete a nível global.”

> Empresária da Macromoles partilha experiência com candidaturas europeias
Cátia Rebelo defende maior rapidez e clareza nos processos de apoio às empresas
“As empresas devem concorrer aos apoios — eles são fundamentais e fazem diferença quando são bem executados”.
“O problema está nos prazos e na falta de resposta. Há projetos que demoram um ano a ser aprovados, e isso pode inviabilizar investimentos.”
“Já tive de recusar um contrato aprovado porque o tempo de execução não era compatível com as exigências do programa.”
“Precisamos de mais previsibilidade e de técnicos que saibam orientar as empresas, sobretudo nas micro e pequenas que vivem com prazos apertados.”

>Co-fundador do Brasão de Azeméis fala em nome do setor da restauração e turismo
Adriano Duarte pede apoios também para as empresas fora da indústria
“Tenho tentado aceder a apoios, mas a indústria continua a ser a mais beneficiada. As empresas de restauração e turismo ficam muitas vezes de fora. Mesmo sediadas em Oliveira de Azeméis, não conseguimos enquadrar-nos em programas que privilegiam o interior.”
“A restauração enfrenta grandes dificuldades na contratação. Faltam cozinheiros, empregados de mesa e formação nestas áreas. Precisamos de incentivos também para formar e valorizar estas profissões, que são essenciais para a economia e para o turismo.”

> Comerciante partilha visão das microempresas locais
Susana Marques, da Casa Caracas, defende o valor do pequeno comércio no concelho
“É com orgulho que estou aqui, porque alguém tem de dar voz às micro, micro, micro empresas Por trás de uma pequena montra há um mundo de trabalho, investimento e sacrifício que muitas vezes ninguém vê.”
“O comércio local é feito de pessoas que acreditam na sua terra e que todos os dias lutam para manter viva a identidade de Oliveira de Azeméis.”
“Também nós precisamos de ser ouvidos e de ter acesso à informação e aos apoios. Fazemos parte da economia e somos o rosto mais próximo da comunidade.”

> Aspöck critica demora nas respostas às candidaturas e destaca o valor das pessoas
Isabel Bastos alerta para a lentidão dos apoios e defende que o futuro das empresas passa pelas pessoas
“Há candidaturas entregues há meses, com todos os documentos prontos, e as empresas continuam à espera de resposta.”
“O IAPMEI e a CCDR têm um papel fundamental, mas é preciso que respondam, que deem retorno às empresas. Não podemos planear o futuro sem saber se os projetos vão ou não ser aprovados.”
“Temos tecnologia, temos máquinas — mas o que nos falta, muitas vezes, são pessoas. Pessoas com vontade, formação e capacidade de crescer connosco.”
“Na Aspöck temos uma equipa fantástica. É com as pessoas que inovamos, que crescemos e que garantimos o futuro. O investimento é importante, mas sem pessoas não há indústria.”
“Precisamos de processos mais ágeis e de confiança nas instituições. Só assim conseguimos continuar a fazer de Oliveira de Azeméis uma referência industrial.”

> Grupo Simoldes apela a menos burocracia e mais eficiência na gestão dos fundos europeus
Gonçalo Caetano critica complexidade dos processos e pede maior confiança nas empresas
“As empresas querem investir, mas muitas vezes o sistema não acompanha o ritmo da economia real.”
“Há uma desconfiança permanente sobre quem pede apoio, como se todos estivéssemos a tentar enganar o sistema. Isso é profundamente injusto para quem trabalha e cria emprego.”
“Precisamos de entidades públicas que conheçam a realidade das empresas e que falem connosco. Não apenas para fiscalizar, mas para ajudar a fazer acontecer.”
“Em Oliveira de Azeméis temos um ecossistema empresarial exemplar. Se o Estado confiar mais nas empresas, nós faremos o resto.”
 

 

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