20 Nov 2025
> Eduardo Costa
Este ano foi adoptado pela primeira vez em Portugal o estudo de ‘fluência na leitura’. Resumindo, uma forma de conhecer as capacidades de leitura das crianças do segundo ciclo.
Entre a leitura em suportes digitais (internet) e os tradicionais livros impressos, foram retiradas conclusões.
Concluíram os exames que os Livros impressos permitem ao leitor manter a concentração por mais tempo. O ato de segurar o livro, sentir a textura do papel e virar as páginas pode criar uma experiência mais imersiva e memorável.
Assim, os estudos sugerem que o livro físico pode facilitar uma compreensão mais profunda e uma melhor retenção de textos longos e complexos.
As conclusões revelaram formas de preparar uma criança para o seu futuro. Onde a leitura tem uma influência a ter em conta. Ler o mesmo texto mais de uma vez pode ajudar a automatizar a leitura e melhorar a velocidade e a precisão.
E, neste contexto, não se pode deixar de analisar a importância da rede de bibliotecas escolares. Completando os estudos, o livro impresso promove o senso de cuidado. No momento de contato com a obra, os estudantes aprendem a preservá-la.
Os educadores devem ter presente que ler faz muito bem para crianças, pois desenvolve habilidades cognitivas, emocionais e sociais, fortalece o vínculo afetivo e amplia o conhecimento e o vocabulário. A leitura melhora a concentração, a memória, a criatividade e a capacidade de comunicação, além de auxiliar na alfabetização.
(Esta crónica é publicada por cerca de 50 jornais)
Eduardo Costa, jornalista, presidente da Ass. Nac. da Imprensa Regional