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Correio de Azeméis

29 Jul 2020

Executivo está “sempre a olhar pelo retrovisor”

Concelho

No último programa Politicamente Correto transmitido pela Azeméis FM/TV foram discutidas as obras e processos herdados do anterior executivo. CDS-PP e PSD consideram que se tratam de assuntos do passado, enquanto que o PS refuta essa ideia e entende que são questões ainda pertinentes, uma vez que muitos projetos estão em marcha, ‘em diferentes fases’. António Pinto Moreira (CDS-PP) afirmou estar mais disponível para debater o futuro em vez do passado e falou sobre projetos que o executivo socialista tem para Azeméis, citando exemplos como o Parque Urbano, o Centro de Artes ou o Mercado Municipal. “Estas opções de comprar um terreno para um parque urbano, comprar um centro de arte, depende da capacidade financeira e neste momento a capacidade financeira da Câmara, com um orçamento de 42 milhões de euros, se for bem gerido, dá para fazer muita coisa”, referiu. O centrista olhou ainda, para o passado recente no concelho. “O PS queixa-se sempre que herdou uma herança pesada financeira que custou 18 milhões de euros”, atirou o centrista, referindo que os socialistas na campanha eleitoral deram a entender que, se viessem a liderar a autarquia, iam “pedir uma auditoria às contas”, uma situação que nunca se chegou a concretizar. Ricardo Tavares (PSD) acusou o executivo de estar “sempre a olhar pelo retrovisor”. Para o social democrata, “decisões novas deste executivo não existem e por isso é que as suas ações são sempre consequência das decisões tomadas no passado”, disse, dando como exemplos os casos das obras no Cineteatro Caracas e nas escolas de Fajões e Cucujães. “Há muitas obras que são projetos do passado, com financiamento assegurado pelo passado e que o executivo atual vai continuar a executar e vai dizer que são obras emblemáticas para os oliveirenses, mas não vai referir o executivo do passado”, criticou. Apesar de o executivo PS ter iniciado o mandato a enumerar dívidas, o vereador da oposição relembra que fez a “aquisição da Quinta dos Borges por 1,2 milhões de euros, adquiriu a garagem Justino por cerca de meio milhão de euros e os estaleiros municipais por cerca de 300 mil euros”. Por sua vez, Bruno Aragão (PS) entende que estes assuntos “continuam atuais” e que “são sobretudo assuntos de futuro”, fazendo referência à rede de água e saneamento e também ao Cineteatro Caracas e às escolas de Fajões e de Cucujães. O representante do Partido Socialista destacou que estas obras arrastaram um conjunto de processos que ainda não têm solução e anunciou que “o problema é que eles [os processos] resultam de más opções do passado”. Bruno Aragão disse ainda que o concelho “tem um esforço financeiro acrescido para resolver estes problemas, que custaram muitos milhões de euros, e tiveram um impacto muito grande no nosso desenvolvimento”. O líder da bancada do PS indicou que “nestes dois anos foram poupados cerca de 1,2 milhões de euros para serem investidos”, o que representa “um esforço de saneamento”.

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