Facebookar

Helena Terra

Helena Terra *

O titulo dado a este artigo podia ser redes sociais. Mas este neologismo americanizado não foi por mim escolhido de forma inocente, foi propositado.
Sem fazer uma grande retrospetiva histórica do surgimento das redes sociais, direi que o seu grande boom aconteceu nos anos 2000, consequência, aliás, da grande explosão da internet.

As redes sociais, começam por surgir como uma forma de facilitar comunicações e encurtar distâncias, mas dentro de pouco tempo se tornaram em instrumentos que, continuando a ser facilitadores, são complicados, usados para os mais diversos fins, nem sempre lícitos e, como tal, diremos que são, não tenho muitas dúvidas, uma das ameaças sérias do século XXI.
Os últimos estudos publicados revelam que, em Portugal a rede social mais usada pelos portugueses é o Facebook com muito mais de 7 milhões de contas ativas. Eis a progressão do glorioso Facebook que, nascido em 2004, hoje tem, num país como o nosso, esta expressão. No nosso país, aquilo que começa por ser uma importante forma de comunicação e de estabelecer e manter relações à distância, passou a assumir, até 2010 uma importante função ao serviço do comércio e da industria, desde logo porque permite a criação de grupos mais ou menos fechados de interação e que, por via disso, provavelmente aliviou algum peso às rotas aéreas que, anteriormente era necessário estabelecer.
Quando surgiu, pelo menos em Portugal, chegou a pensar-se que podia ser mais um meio de comunicação que, desde logo, colmatasse aquilo que, a alguma comunicação social não interessava cobrir e, bem assim, uma forma de participação cívica na vida de cada uma das suas comunidades de que, a maioria das pessoas não dispunha. E, certo é que, durante algum tempo, chegou a cumprir essa dupla função.
Hoje o poderoso Facebook está transformado, em muitos casos, num poderoso instrumento ao serviço de redes criminosas que operam nas mais diversas áreas. Num centro comercial onde tudo se anuncia, se vende e se compra, onde se faz todo o tipo de comércio legal e ilegal, onde se fazem diretos com um simples telemóvel anunciando, promovendo e vendendo as mais diversas maravilhas, por forma a envergonhar uma determinada zona da Feira semanal que se faz em Espinho e que, hoje, está longe da “glória” que já teve há umas décadas atrás.
No que toca à capacidade de intervenção cívica que alguns não conseguiriam de outra forma, durante algum tempo também desempenhou tal papel. Hoje está transformada numa montra de vaidades e momentos de sonho que dão a entender que nenhum pesadelo existe, ao serviço de dois tipos de Voyeurismo, o dos que querem fazer igual e o daqueles que lamentam que, depois da democratização do ensino e da escola pública, e de 12 anos de ensino obrigatório, só tenhamos sido capazes de chegar até aqui.    
 * advogada
 

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