Falta de médicos e o caso da Estalagem

Loureiro Freguesias Concelho

>Munícipes confrontam executivo com falhas nos serviços básicos e gestão do património

O período de intervenção do público foi palco de reivindicações concretas. De Loureiro chegou o alerta para uma unidade de saúde colapsada, enquanto na cidade se pede que a Estalagem de São Miguel seja retirada do mercado imobiliário e devolvida às pessoas.

A situação na Unidade de Saúde de Loureiro é crítica e foi trazida a plenário pelo munícipe António Marques Moreira, que alertou para o estado de degradação do edifício dos anos 80, incapaz de servir uma população que cresceu significativamente. O alerta ganhou ainda mais força com a intervenção do Presidente da Junta de Loureiro, José Queirós, que pediu a palavra para revelar a dura realidade operacional da unidade. Segundo o autarca de freguesia, neste momento a unidade recusa doentes porque não tem capacidade, funcionando muitas vezes com apenas uma médica para mais de mil utentes, o que torna a situação incomportável.
Outro tema quente foi o futuro da Estalagem de São Miguel. A munícipe Francisca Correia questionou a insistência da Câmara em vender o imóvel, sugerindo que este seja retirado do mercado para servir a comunidade como espaço intergeracional, funcionando como centro de artes para jovens ou centro de bem-estar para idosos. Em resposta, Joaquim Jorge confirmou que o imóvel continua à venda e que a prioridade é a fileira do turismo para colmatar a falta de camas na cidade. Contudo, o autarca admitiu, pela primeira vez, um prazo de validade para esta estratégia, revelando que a Câmara terá de avançar no princípio de 2026 com uma outra solução ou um novo ensaio caso a venda não se concretize até lá.
Ainda no período do público, fizeram-se ouvir outras preocupações. Eurica Alves classificou as faturas da água como exorbitantes e exigiu que a Câmara se una a outros municípios para resgatar a concessão, lembrando que a água é um direito humano. Por sua vez, Samuel Valente dos Santos diagnosticou um sentimento de inferioridade nos oliveirenses face aos concelhos vizinhos e pediu uma reestruturação da comunicação municipal para valorizar a luz própria do concelho.

Partilhar nas redes sociais

Comente Aqui!









Últimas Notícias
UFOAZ: Uma viagem pelas mesas de voto
10/02/2026
CARREGOSA: Uma viagem pelas mesas de voto
10/02/2026
CUCUJÃES: Uma viagem pelas mesas de voto
10/02/2026
Centro de Saúde inundado e a funcionar a ‘meio gás’
10/02/2026
Escola Livre deu vida ao ‘Circo dos Sonhos’
9/02/2026
Vários escalões da EMBOAZ em ação
9/02/2026
Villa Cesari no top 10 nacional
9/02/2026
Ossela vence em casa
9/02/2026