Falta de pessoal nas escolas preocupa

Concelho

O regresso às aulas tem motivado discussões sobre as medidas tomadas pelo município e, no programa ‘Politicamente Correto’, da Azeméis FM/TV, o debate não teve um tom diferente. Desde a falta de assistentes operacionais à falta de realização de testes nas escolas, foram vários os tópicos abordados pelo CDS-PP, PS e PSD. Para o presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP, houve alegria no regresso à escola, mas também existiu um claro desafio para a comunidade escolar. “A Direção-Geral da Saúde e o Ministério da Educação tiveram a preocupação de emanar um conjunto de regras a serem observadas mas, na prática, as dificuldades surgem”, afirmou Pinto Moreira. Apesar de o arranque do ano letivo ser “difícil”, a 2020 soma-se uma pandemia que “transformou os espaços escolares”. “Houve necessidades que ainda se tornaram mais evidentes, como a falta de assistentes operacionais e a debilidade do edifício escolar”, reconheceu o presidente da Comissão Política Concelhia do PS, Bruno Aragão. Foi neste aspeto que Carla Rodrigues (PSD), considerou que o regresso às aulas deveria ter sido planeado pelo município com “mais cuidado”. “O PSD tem dado voz a diversas entidades que nos têm manifestado as suas angústias e refiro-me à carência de assistentes operacionais nas escolas, que se tem agravado desde 2018”, apontou a vice-presidente da Comissão Política de secção do PSD. O programa ‘Aproximar Educação’, que o município estabeleceu com o governo, permite que a autarquia gira o sistema escolar do concelho e, nesta perspetiva, o CDS afirmou que o partido sempre deu “como válido” as necessidades do concurso de pessoal que a Câmara propunha. “Somos levados a crer que a educação não tem sido uma prioridade do executivo”, refletiu Pinto Moreira, recordando que, na Assembleia Municipal, o partido propôs ao executivo que determinados agentes da comunidade, como professores, fossem testados para evitar um surto. “A resposta do presidente é que isso era esbanjar dinheiro”, declarou. Bruno Aragão respondeu que essa expressão “nunca existiu” e que “não se devia criar alarmismos”. “Dizer que a educação não é uma prioridade… Eu percebo que do ponto de vista político tenha algum interesse, mas não bate certo com a realidade”, realçou, enumerando investimentos como 60 mil euros em mobiliário escolar. Para Carla Rodrigues, o que o socialista chamou de “alarmista” é o “direito democrático” de fiscalizar aquilo que é a ação da Câmara. “Há tudo menos tranquilidade. Tanto que já acionaram o Plano Municipal de Emergência”, exemplificou. “A segunda vaga está aí e isto não tem só a ver com a abertura do ano escolar, mas com o regresso da atividade normal”, concluiu.  

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