10 Dec 2025
Neta de Lígia Oliveira confessa que já tem pouca esperança de a encontrar com vida
Ul > Fez duas semanas que a idosa saiu sozinha do Hospital S. Sebastião, em santa maria da feira
Lígia Oliveira, de 84 anos, está desaparecida desde as 13 horas do passado dia 26 de novembro, altura em que deixou, pelos próprios meios e sozinha, o serviço de urgências do Hospital S. Sebastião, em Santa Maria da Feira.
A idosa, residente no lugar do Serro, na freguesia de Ul, foi vista pela última vez a sair do Hospital S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, onde deu entrada na madrugada desse dia, 26, por volta das 02h00, e depois de ter sido transportada, de ambulância, do Hospital de Oliveira de Azeméis.
As forças policiais e os familiares têm vindo a realizar buscas por Lígia Oliveira, tanto nas imediações do hospital da Feira como em concelhos vizinhos, mas quase duas semanas depois do desaparecimento não há sinal da idosa. Ao Correio de Azeméis, a neta da senhora desaparecida contou que a família só terá sido informada do seu desaparecimento às 17h45 desse dia, quase cinco horas depois da hora a que as câmaras de vigilância do hospital mostram a idosa a sair, sozinha, das urgências. “A minha avó esteve sempre acompanhada pela minha tia, que teve que vir a casa enquanto a minha avó ficou a fazer exames no hospital”, explicou Daniela Nunes ao Correio de Azeméis enquanto participava nas buscas pela sua avó. “A minha avó só anda a pé. Já não conduz há muitos anos, não sabe andar de transportes públicos, nem tinha dinheiro com ela, e nem sabia chamar um táxi para a levar a casa”, desabafou a neta.
Do Hospital, a família não tem mais informações nem uma tomada de posição. “Apenas acrescentaram que a minha avó saiu em direção ao Mercadona”.
Na altura do desaparecimento, Lígia Oliveira vestia “umas calças e um casaco em tons de cinzento, uma bata em tons de rosa ou roxo, um xaile com um padrão estampado e um gorro castanho (conforme a foto)”. A idosa “pode apresentar alguns sinais de desorientação”.
Quem tiver informações sobre o desaparecimento, os familiares pedem que entrem em contacto através dos seguintes contactos: 917 178 387 ou 919 951 561.
Família deixa apelo
A idosa, natural da freguesia de Ul, continua a ser procurada pela família, que, desesperada, vai perdendo as esperanças de encontrar Lígia Oliveira com vida. “Não sabemos mais por onde procurar. Não descartámos qualquer informação que nos transmitam, onde a possam ter avistado, o que é certo é que as pistas que nos chegaram não nos levaram a lado algum”, confirmou Daniela Nunes. A neta da idosa desaparecida deixa um apelo a todos os que possam ajudar, sobretudo aos residentes nas imediações do Hospital da Feira. “Pedimos a todas as pessoas que têm sistemas de videovigilância, que tentem verificar se ela circulou nessa rua. Quem tiver casas abandonadas, que vão lá ver, porque dez minutos a cada um não custa a ninguém. Quando deambulávamos pela cidade e sempre que víamos uma casa onde ela se pudesse ter refugiado, nós entrávamos e procurávamos, mas não encontrámos nada”, lamentou Daniela Nunes, reforçando o seu apelo. “Estamos cansados, mas pedimos às pessoas que não desistam e que fiquem atentos, porque qualquer detalhe pode direcionar-nos um pouco melhor. Já não temos muita esperança de a encontrar com vida, contudo reforçámos que, se alguém a acolheu e lhe dá alimentação, que nos informe”, concluiu a neta da idosa.
Populares juntaram-se para procurar Lígia Oliveira
A família de Lígia Oliveira organizou uma caminhada solidária, na manhã do passado domingo, para reforçar as buscas pela idosa desaparecida. Cerca de uma centena de populares juntou-se à família, no Hospital da Feira, e a partir daí organizaram-se para percorrer caminhos e trilhos naquelas imediações mas, apesar dos esforços, o paradeiro da idosa continua desconhecido.