Guarda-rios

PCP

Vítor Januário *

Em 1998, foi extinta a carreira de guarda-rios pelo Governo de Cavaco Silva, mas, naturalmente, não se extinguiu a necessidade do papel exercido por estes profissionais. Por essa razão, procurou iludir-se, posteriormente,  a supressão dessa carência com atribuições aos vigilantes da natureza. São funções que exigem uma atividade pública, a qual deve dispensar qualquer oportunidade para empresas privadas se assumirem como parceiras ou até se confundirem nos domínios de intervenção de vigilância.

Certamente que se reduz sempre o prenúncio de fiabilidade quando se defendem interesses públicos com interessados privados, mesmo que não aparentem agir sobre as suas próprias conveniências; mesmo que, como se diz suceder com a parceria público-privada para as linhas de água do nosso município, de que resultam os “guardiões dos rios”, se projete exercer vigilância numa das fases do ciclo urbano da água (captação, tratamento ou rejeição). Importa lembrar que os relacionamentos entre empresas se submetem, pela natureza das suas atividades, a vantagens de mercado que, sendo estranhas aos propósitos dos serviços públicos, geram cinismos que não convém provocar ou, distraidamente, promover. 
Convivemos com focos de poluição de diversas dimensões,  de que é exemplo a ETAR de Carregosa, para qual foi elaborado um Auto de Notícia por Contraordenação, sendo indispensável intervir no apuramento e resolução das indevidas descargas no rio. Acrescente-se que também o universo de afetados não pode desprezar resoluções, como sucede com uma dúzia de famílias em Loureiro, que têm à porta uma sarjeta exalando um cheiro fétido de esgoto que transborda por onde deveriam apenas ser drenadas águas pluviais. Apesar dos diferentes contactos com todas as entidades de responsabilidade municipal, da presença dos “guardiões dos rios”, da intervenção de recurso (alterada por dúvida da eficácia) da Indaqua, da denúncia em Assembleia Municipal, deixa-se a confiança destes munícipes perdida na dúvida de quem tem ou quer assumir a responsabilidade pela  qualidade da vida pública.
É preciso não deixar esmorecer qualquer propósito de exigência sobre as entidades públicas, nacionais e municipais, para que não esmoreça também a credibilidade que é indispensável ser sempre assumida.
* Candidato CDU

A CDU não está representada na Assembleia Municipal

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