10 Jul 2026
Os vários partidos destacaram o potencial do projeto da Fábrica do Futuro para reforçar a indústria, atrair talento e criar novos desafios para Oliveira de Azeméis.
Exclusivo> Fábrica do futuro é uma oportunidade para a indústria, mas...
Debate do “Politicamente Correto” juntou CDS, PSD, PS e Chega em torno da Fábrica do Futuro, dos investimentos da CCDR Norte e dos desafios da habitação, mobilidade e juventude.
A Fábrica do Futuro foi o tema central do debate “Politicamente Correto”, da Azeméis TV, num programa dedicado ao impacto que o projeto poderá ter na robustez do tecido empresarial de Oliveira de Azeméis. A iniciativa foi enquadrada também pelo anúncio de investimentos superiores a 100 milhões de euros no concelho, associados à CCDR-Norte, num contexto em que a inovação, a ligação à Universidade de Aveiro (UA) e a competitividade das empresas ganharam destaque.
Filipe Rodrigues, do CDS-PP, considerou o projeto “bem-vindo” e valorizou a possibilidade de as empresas locais passarem a ter, no próprio concelho, uma estrutura capaz de apoiar testes, protótipos e soluções tecnológicas. “É muito bom ter em Oliveira de Azeméis um projeto capaz de ajudar as empresas a encontrar soluções tecnológicas para os seus problemas”, afirmou.
Pelo PSD, Carlos Braga reconheceu a importância da Fábrica do Futuro, mas deixou alertas sobre o planeamento, os prazos, o acesso das empresas ao projeto e o risco de derrapagens financeiras. O social-democrata insistiu que a origem da ideia deve ser atribuída à UA e defendeu que o entusiasmo não deve dispensar prudência. “Não queremos daqui a 10 ou 15 anos estar a pagar uma fatura por mau planeamento”, declarou.
João Pedro Costa, do PS, classificou a Fábrica do Futuro como um investimento “absolutamente estratégico” para Oliveira de Azeméis e rejeitou que a discussão principal deva centrar-se na “paternidade” do projeto. Para o socialista, o mais importante é que o investimento aconteça no concelho e aproxime o conhecimento académico das necessidades das empresas. “A Fábrica do Futuro será uma das principais marcas que ficará para as próximas gerações”, afirmou.
Marcos Sousa, do Chega, também destacou o alcance positivo do projeto, defendendo que os desafios associados à habitação, aos transportes, aos acessos e aos licenciamentos devem ser encarados como consequência natural de uma aposta de crescimento. “A Fábrica do Futuro é boa para Oliveira de Azeméis, para o tecido empresarial e para a evolução do município”, sustentou.
O debate alargou-se ainda à necessidade de melhorar os acessos à zona da Escola Superior Aveiro Norte, reforçar transportes públicos, aproveitar a Linha do Vouga, criar condições de habitação e atrair jovens qualificados. A fixação de talento foi apontada como um dos grandes desafios para transformar a Fábrica do Futuro numa verdadeira âncora de desenvolvimento.
Entre propostas e preocupações, os intervenientes convergiram numa ideia central: o projeto pode representar um novo impulso para Oliveira de Azeméis, mas só terá pleno impacto se for acompanhado por uma estratégia mais ampla de mobilidade, habitação, áreas industriais, formação, inovação e qualidade de vida.
“A Fábrica do Futuro será uma das principais marcas que ficará para as próximas gerações.”
João Pedro Costa, PS
“Não queremos daqui a 10 ou 15 anos estar a pagar uma fatura por mau planeamento.”
Carlos Braga, PSD
“É muito bom ter em Oliveira de Azeméis um projeto capaz de ajudar as empresas a encontrar soluções tecnológicas para os seus problemas.”
Filipe Rodrigues, CDS
“A Fábrica do Futuro é boa para Oliveira de Azeméis, para o tecido empresarial e para a evolução do município.”
MarcoS Sousa, Chega