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Um homem confessou, esta terça-feira, em tribunal, ser o autor do incêndio que deflagrou, em julho do ano passado, em Pinheiro da Bemposta e que causou um prejuízo de quatro milhões de euros.
O homem, de 38 anos, que está acusado de ter ateado um fogo florestal na freguesia de Pinheiro da Bemposta, em julho do ano passado, confessou a autoria do crime, na manhã de hoje, terça-feira, no Tribunal de Santa Maria da Feira. O incendiário está acusado de mais quatro crimes de incêndio florestal, de menor dimensão também no concelho de Oliveira de Azeméis, mas negou ser o autor desses incêndios. "O incêndio do dia 13 fui eu, os outros não", afirmou o arguido perante o coletivo de juízes.
Recorde-se que o incêndio em Pinheiro da Bemposta consumiu mais de 2800 hectares e causou prejuízos superiores a quatro milhões de euros. O fogo destruiu ainda uma “pequena serralharia familiar”, uma empresa de ‘pellets’, bem como o respetivo ‘stock’, e uma casa devoluta.
O incêndio que deflagrou cerca das 13 horas, no dia 13 de julho, no lugar da Senhora da Ribeira, na freguesia de Pinheiro da Bemposta, chegou a ser combatido por mais de 450 operacionais, com a ajuda de vários meios aéreos, tendo sido dado como dominado pelas 20 horas do dia seguinte. Este incêndio, recorde-se, alastrou também aos concelhos de Estarreja e Albergaria e obrigou mesmo ao corte, durante várias horas, das autoestradas A1, A29, A25 e do Itinerário Complementar 2 (IC2).
Perante o coletivo de juízes, o arguido explicou que fez “um molho de folhas” e ateou o fogo com um isqueiro. “Só ateei uma vez e estou arrependido por isso", afirmou o homem, que já tem antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime, pois em 2016 foi mesmo condenado a quatro anos, com pena suspensa, pela autoria de um incêndio florestal no ano anterior.