Instalação de central de betão em Fajões preocupa
Concelho
A instalação de uma central de betão na zona industrial de Fajões foi motivo de discussão na última Assembleia Municipal. Carlos Costa Gomes (PSD) referiu que este tipo de indústria “é fortemente poluidora e geradora de impactos na saúde” e apontou que esta central tem habitações "a cerca de 100 metros" e que o coração da vila de Cesar se encontra a 300 metros. O deputado afirmou que a central tem preocupado não só fajonenses, mas também cesarenses e carregosenses. “As operações das fábricas de cimento trazem impactos ambientais negativos. Estou a falar disto porque existia a proposta de um outro terreno, afastado da zona habitacional, e penso que é uma possibilidade que pode ser negociada a tempo ainda”, sugeriu, apelando à “sensibilidade” do executivo.
O presidente da Junta de Fajões apelou para que se realize uma “análise profunda” da implementação desta indústria. “É preciso estudar bem que tipo de implementação será feita, o nível de poluição ambiental e sonora que representará para o espaço envolvente”, referiu Óscar Teixeira, apontando que a solução de “troca de terrenos”, sugerida por Costa Gomes, “não é muito simples”, já que acarreta custos elevados para a empresa.
O presidente da Câmara prometeu inteirar-se da situação e perceber se o projeto “cumpre todos os requisitos para a sua legalização”, deixando a garantia: “Se aquela atividade prejudicar os munícipes, terá no presidente da Câmara um dos combatentes para que esta unidade deixe de operar no nosso território”. O Correio de Azeméis contactou a autarquia sobre o assunto, que referiu que o edifício se encontra licenciado na Câmara, mas que o licenciamento da atividade – relacionado com impactos ambientais – é realizado pelo Ministério da Economia. O município afirma que procurou “garantir afastamento das casas” e que foi implementada uma zona arbórea, entre a empresa e a zona habitacional, para minimizar impactos. Na AM, Joaquim Jorge deixou a garantia de acompanhar o processo.
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