Instalações do Real Nogueirense voltam a ser assaltadas

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Clube foi novamente assaltado, mas desta vez ficou o estrago e levaram só “trocos pretos” do caixa

Na noite em que completou precisamente três meses após o último assalto, o Real Clube Nogueirense voltou a receber a visita dos ‘amigos do alheio’. Este segundo assalto registado no clube de futebol que milita na 1ª Divisão da Associação de Futebol de Aveiro provocou ‘apenas’ prejuízos materiais e muita indignação e tristeza em quem luta todos os dias para dar as melhores condições aos seus jogadores de futebol, desde crianças aos seniores.

Foi na manhã de 11 de janeiro, quarta-feira, que o técnico de equipamentos do Real Clube Nogueirense chegou ao Campo das Minas do Pintor e se deparou com portas arrombadas e, no interior, diverso material espalhado pelo chão. “Desta vez não foram muito mauzinhos”, ironizou o presidente Ricardo Rocha, explicando que os assaltantes “estragaram as fechaduras das portas e aloquetes, vandalizaram o bar tirando tudo o que estava nas prateleiras. Eles procuravam dinheiro”.

Ao contrário do primeiro assalto, em que foram levados um computador, uma impressora, um plasma, um sistema de som e algum dinheiro do caixa, desta vez o prejuízo é bem menor e, de acordo com o presidente, “deve rondar os 300 ou 400 euros”. Contudo, defende o dirigente, “para um clube como o nosso, que vive de donativos e do voluntariado, já é um prejuízo considerável”.

No interior das instalações, havia um computador portátil, uma impressora, um sistema de som, entre outros equipamentos, que permanecerão no local e não interessaram aos assaltantes.

Nem a 'casa do gás' escapou à curiosidade dos 'amigos do alheio', que também destruíram o aloquete desta porta para ver o que ali havia

Após o último assalto, em novembro passado, a direção dotou as instalações do Campo das Minas do Pintor com um sistema de videovigilância, mas esta medida não retraiu os assaltantes que se apresentaram, nesta segunda visita, “de cara tapada”. “Agora vamos, provavelmente, reforçar o sistema de segurança e ligar as câmaras a uma central. Tem de ser uma coisa mais profissional”, afirmou o presidente Ricardo Rocha, lamentando que a freguesia de Nogueira do Cravo e outras limítrofes venham sendo “fustigadas por uma onda de assaltos fora do comum desde novembro/dezembro do ano passado”.

 

“Será este o cenário que crianças de 4 anos vão encontrar”

No dia em que foi alvo de assalto, o Real Clube Nogueirense deu conta do mesmo através de uma emotiva publicação nas redes sociais, na qual pedia aos assaltantes “o favor de colocarem a mão na consciência e pensar nas pessoas que diariamente abdicam do pouco tempo que têm, para dar condições aos nossos atletas”. “Logo, ao final do dia, será este o cenário que crianças a partir dos 4 anos encontrarão, quando se deslocarem ao treino que tanto aguardam no final do dia. Não temos dinheiro nas instalações, nem qualquer outro tipo de bens de grande valor. Temos apenas equipamentos, material de treino, água e pouco mais. Desalento é aquilo que sentimos neste momento”, pode ler-se ainda na mesma publicação.

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