Programa do LIVRE centra-se na área cultural
> Ricardo Praça da Costa aposta na estratégia cultural de Oliveira de Azeméis
Num comunicado de imprensa, o LIVRE apresenta a sua estratégia cultural, que visa dar apoio às associações e criadores locais, a democratização do acesso à cultura e a valorização do património histórico e imaterial, do concelho.
O partido explica que o centro desta visão estão as Casas da Criação: “Pretendemos instalar estas estruturas em diversas freguesias, transformando-as em espaços abertos à comunidade onde artistas, associações e cidadãos encontram meios e condições para criar, partilhar e inovar. Nestes espaços, será possível aceder a materiais, equipamentos, estúdios de ensaio e de registo, que hoje fazem falta no concelho.”
As Casas da Criação serão, segundo o LiVRE, “verdadeiros polos de encontro e cooperação, onde se cruzam gerações, tradições e novas expressões artísticas. Queremos que funcionem como laboratórios vivos de cultura, lugares onde nascem ideias, se desenvolvem projetos e se constroem colaborações, resultando num calendário cultural concertado que dinamize todo o concelho. Acreditamos que a cultura é um motor de democratização, pensamento crítico e inclusão, e é por isso que as Casas da Criação são centrais para o nosso projeto”.
O partido, que tem Ricardo Praça da Costa como protagonista na corrida à Câmara e à Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis, defende que o concelho é fértil em associações culturais, artísticas e recreativas, mas diz que “faltam infraestruturas adequadas, equipamentos e mecanismos de coordenação, a rede de Casas da Criação surgem como uma resposta clara ao dar meios e condições à cultura oliveirense”. Ao mesmo tempo, serão espaços que preservam e reinventam tradições, promovem o encontro entre gerações e asseguram a continuidade de um património que nos define.
Lê-se no documento que estas Casas serão responsáveis por alimentar duas iniciativas estruturantes. A primeira é o Cultura à Porta, um programa itinerante que levará a arte e a criação oliveirense a todas as freguesias, “valorizando o trabalho das nossas associações e artistas locais”. Com meios de produção, capacidade de exibição, público e reconhecimento, “as nossas associações poderão continuar a prosperar e a enriquecer a vida cultural do concelho”.
Outra é o Mercado Mensal de Arte e Criatividade, também itinerante, realizado em casas e espaços históricos e patrimoniais, como montra do talento dos artistas e artesãos locais. “Este mercado valorizará todas as freguesias e dará nova vida ao património edificado, aproximando a cultura das comunidades”.
Ainda dentro do âmbito cultural, “devemos abordar a preservação daquilo que é o espólio arqueológico e arquitetónico, nomeadamente os Castros e zonas assinaladas como sítios de interesse público de valor arqueológico, protegendo-os da intervenção danosa”.
“Estaremos, com os oliveirenses, na primeira linha de defesa do nosso património, apelando à divulgação de intervenções e ao aumento de exposições que nos permitam conhecê-lo melhor”, acrescenta o LiVRE, para concluir: “Queremos valorizar e proteger o nosso património, alicerçando o destaque e promoção do território, destacando o seu interesse histórico e potencial turístico”.