5 Jun 2026
No coração da cidade, o lixo não devia chegar a personagem principal
Segunda-feira, 13h00, Rua Dr. Manuel Arriaga, centro de Oliveira de Azeméis. Mesmo ali, perto de padaria, serviços e da emblemática rotunda do Rainha, os contentores estavam cheios e o lixo acumulava-se no passeio, em sacos encostados aos equipamentos e a levar com o sol.
O problema não é apenas visual. Num ponto tão central da cidade, lixo exposto à hora de almoço é mau cartão de visita para quem passa, para quem trabalha na zona e para quem entra no centro. Os contentores estão lá, mas quando ficam cheios e os sacos passam para fora, a recolha deixa de ser rotina invisível e transforma-se em cenário.
Há ainda o detalhe menos fotogénico: calor, resíduos e sacos no passeio raramente fazem boa combinação. O centro da cidade não precisa de ‘perfume’ deste tipo.
Ajustar horários e frequência de recolha nos pontos de maior pressão, sobretudo no início da semana e em zonas com comércio, serviços e circulação pedonal, seria uma boa ideia.
Quando o lixo deixa de caber nos equipamentos e passa para a rua, o problema já não é apenas de deposição, é também de recolha e de imagem urbana. Num ponto tão central da cidade, a meio do dia, o cenário torna-se difícil de ignorar — e ainda mais difícil de cheirar bem. Se os contentores enchem antes da recolha, o problema já não está só no comportamento de quem deposita, mas também na capacidade de resposta ou, até, na dimensão do próprio recetáculo.