Muito mais que bandeiras a esvoaçar

Opinião

> Ricardo Bastos

Aproximam-se a passos largos as Festas de La-Salette e nesta altura há coisas que são cíclicas. Todos os anos há procedimentos, há rituais, há sentimentos que sempre foram assim - e assim serão.
Toda a família Oliveirense se encontra e reencontra no Parque. Muitas franjas das nossas famílias só cá vêm precisamente nesta altura, quer porque vivem longe, quer porque são emigrantes, quer porque, sendo de perto, nesta altura têm um verdadeiro motivo para virem ao Parque. É que são as Festas de Nossa Senhora de La-Salette, as festas da Mãe, as festas daquela a quem reconhecemos protecção e vigilância contínuas.
As duas procissões, das velas e do triunfo, são uma, melhor, são duas manifestações exteriores da Fé que temos na Nossa Senhora. Estas manifestações exteriores de uma Fé profunda e incondicional são isso mesmo, a manifestação exterior. Mas a interior, a crença, a força motora da vida gerada pela Fé, essa, é inexplicável.
Como tudo o que é inexplicável, tem forçosamente várias opiniões e normalmente a minha é sempre mais avalizada e importante que a do meu parceiro do lado.
Uma coisa é certa: em tudo o que envolve Fé, religião e até crenças, normalmente somos implacáveis com a perfeição, com o não faltar com nada e com exageros de ostentação, quantas vezes.
Quando nos concentramos só no acessório, ou seja, nas manifestações exteriores em que demonstramos que a minha fé é melhor que a tua, facilmente caímos na mesma crítica fácil. Facilmente consideramos a quantidade de luzes, os decibéis dos divertimentos e vendedores, o nome e renome dos artistas convidados, o alinhamento e distância entre as pessoas nas procissões, a qualidade e quantidade de flores nos altares e andores, a qualidade das bandas filarmónicas convidadas e até os convites e representações nas atividades paralelas como o mais importante. Quando o mais sagrado de tudo das festas é
só o exterior, o incrível acontece e temos uma verdadeira multidão que avalia tudo o que se passa naqueles dias pela variedade, luminosidade, preço e duração do fogo de artifício.
Nada mais errado, mas cada um é livre de viver as festas em honra de Nossa Senhora de La-Salette como bem entende, desde que as vivam mesmo.
Para ajudar a esse propósito, ao longo de muitos meses, imensa gente anónima, mas de verdadeira Fé, preparam tudo: fazem contactos e contratos, preparam pregações, cânticos, Orações - e essas pessoas não podem ser desrespeitadas.
A todas estas pessoas, o meu “Obrigado” pelo seu trabalho para que as coisas aconteçam, mesmo sabendo que sempre irá existir alguém para quem as bandeiras a esvoaçar, sabemos lá a que ventos, será sempre o mais importante.
Vivamos as Festas de La-Salette com a Fé - e com farturas… porque não?
Estamos juntos

Ricardo Bastos, organizador das ‘Corridas Solidárias’

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