Mulher

Poemas

Quando descobre o mistério fácil
De fazer um filho 
Cria distâncias entre ela 
E o mundo…
O corpo abre-se
E o vazio ecoa
E o prazer estende-se
Pela súplica carnal
E não há outro remédio
Senão ouvir o formigueiro
Lúgubre da vontade
Até a vontade deixar
De dar parte de si.
Às vezes finge ouvir
O que se diz 
Dentro de cada sussurro
Quando a boca
Se faz bafo de emoções
E todos os impulsos
Que lhe rodeiam o corpo
Se rasgam
Até o corpo perceber
A distância 
A que a virilidade inata
Se situa…
E captura o som
Dos sons que irradiam
Pelos lábios trémulos
A afastarem-se 
Das zonas desbastadas
Onde as relações 
Não são segredo…
Todas as intenções
Irrompem
No brilho dos olhos
E a feminilidade vibra
Nas curvas implacáveis
Que a sensualidade
Potencia
Sobre as camadas 
De sensações
Que o corpo geme.


António A. M. Carneiro
 (O. Azeméis), in “Peço ao vento que acelere o grito”

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