11 Sep 2026
A Rua das Secas continua com o piso degradado meses depois de a Junta de Freguesia ter reconhecido a necessidade de uma reparação provisória
Ossela> Junta reconheceu em abril que via precisava de reparação provisória
Meses depois de a presidente da Junta de Freguesia de Ossela ter reconhecido publicamente a falta de condições da Rua das Secas e a necessidade de uma reparação provisória, o arruamento continua degradado. Os moradores manifestam desagrado perante uma situação que se arrasta há anos. A câmara municipal garante que a rua faz parte do plano de pavimentações, mas não diz quando será intervencionada.
O estado da Rua das Secas continua a causar descontentamento entre os moradores. O piso apresenta fortes irregularidades, há zonas onde as valetas se foram aprofundando e a falta de manutenção é também visível nas margens do arruamento.
Quando o Correio de Azeméis esteve no local, uma ambulância de transporte de doentes chegou para recolher um dos residentes. O acesso obrigou o veículo a desdobrar-se em manobras, num exemplo das dificuldades sentidas numa rua onde existem habitações e onde o acesso tem de continuar a ser assegurado diariamente.
A Rua das Secas também não termina junto às casas existentes naquele troço. O arruamento permite a ligação em direção a Cimo de Vila, funcionando como passagem entre diferentes pontos daquela zona de Ossela.
Junta reconheceu problema
A situação não é nova para a Junta de Freguesia. Em abril, uma das moradoras, Célia Paulos, levou o problema à assembleia de freguesia e descreveu a rua como praticamente intransitável. Questionou as prioridades definidas para as pavimentações e recordou que o arruamento já teve calçada, numa obra para a qual o pai contribuiu.
Na resposta, a presidente da Junta, Raquel Sousa reconheceu que o problema da Rua das Secas se arrastava há vários anos. Admitiu também que a via reunia condições para ser alcatroada e afirmou que as ruas que já dispõem de redes de água e saneamento estavam entre as prioridades de intervenção.
Raquel Sousa foi ainda mais longe ao indicar que a Rua das Secas, juntamente com a Rua da Pedreira, tinha sido sinalizada por não apresentar condições adequadas de circulação e necessitar de uma reparação provisória. Passados vários meses, essa intervenção não chegou e a rua mantém-se no estado denunciado pelos moradores.
Na mesma assembleia, perante as questões sobre a atenção dada àquela zona, a presidente da Junta fez referência ao reduzido número de moradores. Célia Paulos contesta que esse possa ser um fator a ter em conta e insiste que quem ali reside deve ter as mesmas condições de acesso que os restantes habitantes da freguesia.
A moradora sustentou ainda que a situação se agravou depois das obras das redes públicas de água e saneamento. As valetas ficaram em terra e foram-se tornando mais profundas, dificultando a circulação e provocando, segundo relata, danos nas viaturas.
Fora do pacote dos três milhões
A Rua das Secas não consta da lista de arruamentos contemplados na empreitada de pavimentações lançada pela câmara municipal com um valor superior a três milhões de euros. O procedimento inclui várias intervenções em Ossela, mas não esta via. Célia Paulos referiu que o alcatroamento já tinha sido apontado como uma intervenção a realizar em 2022 e mostrou-se desagradada por ver outras obras avançarem enquanto a Rua das Secas continua à espera.
Contudo, questionada agora pelo Correio de Azeméis, o município garante que o arruamento integra o plano de pavimentações. A autarquia não indicou, porém, uma data.
Apesar da necessidade da obra já ter sido reconhecida pela própria presidente da Junta e de existir agora a garantia municipal de que a rua consta do planeamento, os moradores continuam sem saber quando terão uma solução, definitiva ou sequer provisória, para um problema que a própria Junta admite durar há vários anos.