Negócio entre JF de Nogueira do Cravo e Santa Casa de São João da Madeira "caiu por terra"

Nogueira do Cravo

Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira iria transformar o JI de Nogueira do Cravo numa creche. Edifício ficará para já devoluto.

Depois de vários meses de contestação entre os pais do JI de Nogueira do Cravo e o executivo da União de Freguesias de Nogueira do Cravo e Pindelo, sobre o encerramento do espaço referido, o presidente da união de freguesias, Gaspar Almeida, avançou, durante a Assembleia de Freguesia que decorreu esta noite na Junta de Freguesia de Pindelo, que o negócio com a Santa Casa de Misericórdia de São João da Madeira (SCMSJM) "caiu por terra". O edifício ficará para já sem nenhuma função, de acordo com Gaspar Almeida. 

O motivo desta quebra do negócio, deveu-se ao prazo da candidatura ter terminado e a SCMSJM não ter avançado com a candidatura, devido a se encontrar a aguardar pelo registo de propriedade solicitado pela União de Freguesias, documento que já não era atualizado há cerca de 30 anos. Gaspar Almeida ao Correio de Azeméis confirmou que ainda se encontram à espera de resposta por parte do Registo Notarial sobre este assunto.

O tema foi várias vezes debatido em assembleias de freguesia, com os pais e a oposição do PSD/CDS-PP a não concordarem com o contrato de arrendamento celebrado com a Santa Casa da Misericórdia, com a oposição a ter solicitado recentemente o valor patrimonial do edifício, algo que já se sabe. Gaspar Almeida afirmou que o edifício do JI de Nogueira do Cravo foi avaliado em cerca de 173 mil euros. 

No que diz respeito ao negócio de arrendamento, a Santa Casa iria proceder às requalificações do edifício e todas as intervenções necessárias para transformar o mesmo numa creche, sendo este investimento suportado através da candidatura ao PRR, num valor total de 200 mil euros. Já a Junta de Nogueira do Cravo, após a aprovação da candidatura, não iria receber renda mensal durante 12 meses, passando depois disso a receber 50€ mensais nos 36 meses seguintes. Passado esses quatro anos iniciais, a SCMSJM pagaria um valor de 500€ mensais, podendo a renda ser atualizada anualmente. Destacar que este acordo entre as duas entidades apenas avançaria se a Santa Casa da Misericórdia de São João da Madeira visse a sua candidatura ao PRR ser aceite, situação que se acabou por não acontecer. 
 

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