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Correio de Azeméis

23 Oct 2025

O ‘fiel amigo’ está  em ‘dificuldades’

Bilhete Postal

> Eduardo Costa

Bacalhau à mesa na época de Natal é também uma tradição. Natal em Portugal sem bacalhau
não sabe a Natal. Este ano aconselha-se a comprar o mais cedo possível o ’fiel amigo’.
Parece que o preço vai disparar. “Incomportável”, afirmam os representantes do setor. As
sancões à Rússia impedem a compra aos fornecedores russos.
Símbolo da gastronomia portuguesa, o total do nosso consumo anual é de 170 mil toneladas.
Somos o maior mercado de bacalhau salgado.
A tradição tem 500 anos. No Estado Novo foi popularizado como ‘bacalhau do povo’. As
expedições aos frios mares da Norte passou a ser uma tradição e parte da propagando do
regime. No Mosteiro dos Jerónimos havia uma cerimónia religiosa onde os pescadores eram
abençoados e os barcos benzidos.
Mas, quando chegou a Segunda Guerra Mundial em 1939 (até 1945), o ‘bacalhau do povo’ ficou
ameaçado. Os barcos não poderiam navegar em segurança. Seriam facilmente confundidos com
navios mercantes e afundados. O regime do Estado Novo conseguiu lograr uma solução. Foi
acordado com as duas partes beligerantes uma solução. Os barcos passaram a ser pintados da cor branca. E assim continuaram a circular nesses difíceis anos.
Uma visita ao ‘Museu do Bacalhau’ na Praça do Comércio em Lisboa é uma proposta interessante.
A tradição vai ficar mais cara este ano. Não acredito que, mesmo a preços mais altos, a tradição
do bacalhau não seja presente à mesa.  

(Esta crónica é publicada por cerca de 50 jornais)

Eduardo Costa, jornalista, presidente da Ass. Nac. da Imprensa Regional 

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