O Sucesso

Helena Terra Opinião

> Helena Terra

Esta é a meta que todos pretendem alcançar. O sucesso pode assumir várias formas. Pode ser sucesso económico que se alcança tendo dinheiro que permita realizar sonhos, desejos, experiências e ter tranquilidade. Que permita ter tempo, que é um ativo valiosíssimo para qualquer pessoa, mormente para quem pretenda usá-lo que não na sua atividade profissional ou funcional. Tempo para estar mais com a família, cuidar mais da saúde, poder ir levar os filhos à escola, ter programas variados e organizados com amigos, ou simplesmente ter tempo de descanso, tranquilidade ou ócio. Este não tem de ser, como alguns defenderam, um pecado original, não tem de ser um dolce far niente e pode ser um momento de introspeção, reflexão e criação.
Pode ser sucesso profissional alcançado por alguém que, na sua profissão, chegou ao topo, é exímio no que faz e é conhecido e reconhecido como tal.
Pode ser sucesso social que é o de alguém que faz chegar a sua influência a um vasto e variado número de pessoas, que tem grande facilidade e/ou vantagem de relacionamento interpessoal e que consegue ser notado no meio de uma multidão, quer pelo facto de estar presente, quer pelo facto de estar ausente.
Pode também ser um sucesso aparente e egocêntrico, também designado por ego mania. Este tipo manifesta-se por uma preocupação obsessiva consigo mesmo e define aqueles que seguem o aforismo espelho, meu, espelho meu. Todos nos recordamos da história da Branca de Neve e da estratégia da sua madrasta para casar com o príncipe que era apaixonado por aquela. A Rainha Má, madrasta de Branca de Neve, após a morte do rei seu pai, prende a enteada no quarto e assume o controle do reino. Depois de gastar todo o dinheiro, ela tenta casar-se com um príncipe rico, mas ele está apaixonado por Branca de Neve. Portanto, para o seu plano dar certo, a rainha expulsa a enteada de casa. E para se sobrevalorizar, tem um espelho mágico, olhando para o qual, todos os dias lhe pergunta: espelho meu, espelho meu, há alguém mais belo do que eu? É certo que o espelho sempre lhe devolve a sua própria imagem inalterada, mas ela autoconvencesse-se e transmite a convicção às suas damas de companhia que são incapazes de a contradizer. Característica dos egomaníacos é a de que sob a aparente superconfiança, determinação, e até bravura, está uma personalidade frágil, impulsionada por grandiosas fantasias de sucesso, de poder ilimitado ou amor-perfeito que não pode ser preenchido.
E, por fim, há o sucesso que resulta de perceções. Ora, a perceção não é apenas uma atitude passiva de receber sinais, informações, ou apreensão de acontecimentos, é também a atitude ativa do recetor da perceção que só apreende aquilo que lhe é dado e que é de fácil apreensão. Por isso, não raras vezes, a perceção que criamos, resulta de não questionarmos, de nos esquecermos daquilo que a história já nos ensinou e do que há já muito foi inventado.
A perceção pode criar estados de suposto conhecimento, estados de espírito ou estados de alma que são aqueles que, ao sujeito ativo da perceção, interessa transmitir e ao sujeito passivo convém apreender. Será que foi daqui emergiu o ditado que diz que o pior cego é aquele que não quer ver?.

Helena Terra, Advogada

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