Oliveira de Azeméis quer ligação, preferencialmente, direta ao Porto

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PSD aceitou as alterações sugeridas pela bancada do PS e viu aprovada, por unanimidade, moção que exige a requalificação da Linha Do Vouga

MOÇÃO APROVADA POR UNANIMIDADE NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

A Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis aprovou, por unanimidade, uma moção que reitera a “imperiosa necessidade de requalificação integral da Linha do Vouga” e que exige uma “igação, preferencialmente, direta ao Porto.” A moção defende “que não investir na Linha do Vouga é ignorar a importância de uma vasta região”.

Loureiro recebeu a Assembleia Municipal de Oliveira de Azeméis no dia 27 de fevereiro. Um dos pontos da ordem do dia previstos para votação, era a moção apresentada pelos vereadores do PSD e aprovada com abstenção do PS, em reunião de executivo, no passado mês de janeiro,  ‘Requalificação da Linha do Vouga- Um investimento para 100 anos’.  Helga Correia deputada da  bancada municipal do PSD, começou por realçar  a importância da “reabilitação da Linha do Vouga”, revelando que a sua bancada acompanha as preocupações manifestadas pelos vereadores do seu partido. Antes de se proceder à votação, Bruno Aragão, presidente da bancada socialista da assembleia municipal, sugeriu que fossem feitas algumas alterações à moção apresentada pelos vereadores sociais democratas a fim de se aproximar às moções aprovadas pelas assembleias municipais de São João da Madeira e Santa Maria da Feira, realçando a preocupação com a “tomada de uma posição conjunta”.  Foi pela voz da deputada Helga Correia, que a assembleia tomou conhecimento que “o grupo municipal do PSD acolhe as propostas sugeridas pelo Partido Socialista”.  Após terem sido aceites as alterações à moção apresentada pelos vereadores do PSD, a assembleia votou favoravelmente e em unanimidade a sua aprovação. 

“É necessário estarmos em pé de igualdade em termos de mobilidade urbana dentro de todos os municípios da mesma área metropolitana, mas tal não está a acontecer. Manter a bitola métrica no distrito de Aveiro pode vir a representar um retrocesso na medida que torna a Linha Do Vouga numa ilha ferroviária. Não somos obtusos nas nossas tomadas de posição e estamos disponíveis para acompanhar uma solução que defenda os interesses e a aproximação dos oliveirenses à Área Metropolitana do Porto”. 
Helga Correia, deputada do PSD na Assembleia Municipal

“Eu proponho, havendo disponibilidade, que sejam introduzidas algumas alterações à moção que aqui apresentam. Umas das preocupações que o PSD, e bem, elencava era a preocupação de termos uma posição conjunta com os outros municípios. As assembleias municipais em Santa Maria da Feira e em São João da Madeira já acontecerem e já acordaram moções sobre a mesma linha e o que eu procurei ver foi em que tons essas deliberações foram aprovadas de modo a que possamos ter uma voz unânime”. 
Bruno Aragão, deputado do PS na Assembleia Municipal

 

Na assembleia municipal
PCP pronunciou-se

“O PCP na sua posição defende o projeto apresentado na Assembleia da República que assenta na concretização da revitalização da linha métrica, com a melhoria da qualidade dos comboios, com circulação mais frequente, horários compatíveis, estações e apeadeiros com melhores condições. Com a automatização da bilhética em determinados locais”. 
Óscar Oliveira, PCP

“Defende um ponto de vista e que é respeitável como qualquer outro. Não se trata de aproveitar o dinheiro que existe, trata-se de aproveitar bem o dinheiro que existe”. 
Joaquim Jorge, presidente da câmara municipal

 

O que exige a moção aprovada?
“Exigir a definição e execução de um plano que, de imediato, e garantindo o pleno aproveitamento e execução dos fundos inscritos no quadro comunitário de apoio PT2030, e se, necessário o seu reforço financeiro, assegure a redução de tempos de viagem, a modernização da bilhética, a inclusão no sistema ANDANTE, a reabilitação dos apeadeiros, a substituição do material circulante, a eletrificação da linha, a relocalização de apeadeiros em função da procura atual e as necessárias correções de traçado. Exigir que seja assegurado modo de acesso ao Porto mais rápido e confortável, preferencialmente direto, que resulte de um estudo técnico detalhado e minucioso, a realizar no imediato, compreendendo todas as soluções técnicas em cima da mesa, sem excluir a conetividade com a nova linha de alta velocidade já prevista no PFN, e avaliação dos impactos ambientais e sociais inerentes às alternativas possíveis”.

 

Associação de Municípios decidiu defender a ligação direta ao Porto 
A associação de municípios (AMTSM), que engloba os concelhos de Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, Vale de Cambra e Arouca, decidiu por unanimidade defender a “necessidade imperiosa e indeclinável de se proceder à plena requalificação da Linha do Vouga”. A AMTSM fala numa questão de “justiça” ao dotar esta região de um “acesso ao Porto mais rápido”, acrescentando que é necessária “a conetividade com a nova linha de alta velocidade já prevista no Plano Nacional Ferroviário”. Em resumo, os presidentes de câmara decidiram defender com intransigência a ligação ferroviária direta ao Porto. 

Este órgão, onde tem assento os presidentes de câmara, tinha votado uma anterior decisão sobre o mesmo assunto, concordando com a manutenção da Linha do Vouga na bitola atual, o que obriga a mudança de comboio em Espinho.  Apenas o presidente da câmara de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge, votou na altura contra, numa elogiável visão de que só a ligação direta ao Porto responde aos nossos interesses.  O conhecimento da opinião maioritária dos cidadãos, manifestada nos jornais de cada um dos três concelhos, contribuiu para a decisão de reanalisar esta decisão. 

Na fase de discussão pública do Plano Ferroviário Nacional (PNF), o Correio de Azeméis, em parceria com O Regional de S.J. da Madeira e o Correio da Feira assumiram a defesa da causa da beneficiação da Linha do Vouga entre Oliveira de Azeméis e o Porto, por forma a permitir uma ligação direta à capital da Área Metropolitana a que pertencemos, sem o transbordo em Espinho. Cientes de que apenas esta solução corresponde aos interesses do nosso concelho e da região. Valeu a pena a defesa da causa, que sensibilizou, assim, os nossos presidentes de câmara. Mas, a batalha não está ganha. O PNF e esta decisão dos municípios da região vai agora ser analisada pelos deputados na Assembleia da República, esperando-se que votem favoravelmente.

Os deputados eleitos do nosso Distrito e região tem um trabalho a fazer. Por isso, a defesa desta causa tem que ser mantida, até que os nossos legítimos interesses estejam inscritos no PNF 2030. Este é uma causa em que se pode dizer que ‘o poder da palavra é por vezes mais forte do que a palavra do poder’. 
EDUARDO COSTA, diretor 
 

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