4 Jun 2026
Jorge Melo Pereira*
A identidade de um povo, diz-nos muito pela sua história e na preservação da mesma.
A história de Oliveira de Azeméis é marcada por uma profunda herança arqueológica, rotas militares romanas e uma forte tradição comercial, outrora na época, uma espécie de metrópole regional.
A origem do nome atual da cidade e concelho, segundo reza a tradição, esta conta-nos que os almocreves (“azeméis”) que transportavam mercadorias e foros para o Mosteiro de Arouca faziam uma paragem neste local para descansar e prender as suas mulas (“azémolas”) à sombra de uma ou várias oliveiras.
Durante séculos funcionou como uma aldeia em crescimento contínuo.
O grande salto administrativo ocorreu quando foi elevada a Vila e Concelho no dia 5 de janeiro de 1799, ou seja, há 227 anos atrás, decretado pela Rainha D. Maria I.
Em 1984, oliveira de azeméis, conseguiu o estatuto de cidade, quando lhe é aprovada a elevação a esta categoria, em 16 de maio desse ano, com unanimidade dos partidos representativos na Assembleia da República.
Resumindo, Oliveira de Azeméis tem história, tem identidade, tem memória, não é uma cidade qualquer na nossa região e mesmo ao nível da nossa Nação.
Oliveira de Azeméis tem valor económico muito importante no PIB português, tem raízes culturais muito significativas e representadas muitas delas pelo associativismo, tem uma história comercial representada pelo “Mercado à Moda Antiga” e um património arqueológico invulgar e muito representativo como os “Crastos” e o edificado senhorial um pouco por cada parcela do nosso território, como a “Bemposta e as casas brasileiras em S. Martinho da Gândara e Cucujães”.
Mas no meio de tudo isto também tem pessoas!
Pois são as pessoas que fizeram e continuarão a escrever a história presente e futura, da nossa cidade e Concelho.
E são as pessoas que devem ser valorizadas. São as pessoas que dão vida à nossa sociedade, nos diversos quadrantes, comercial, indústria, serviços, cultura, ecologia, segurança, educação, saúde, etc.
Comemorar o dia da Cidade, o dia do município, o dia municipal do Bombeiro, e todos os eventos afins, com pompa e circunstância, têm uma importância de alta relevância na memória, no reconhecimento de todos aqueles que fizeram e continuam a fazer pela nossa sociedade, mas se temos orgulho da história das origens da nossa terra, devemos contribuir para que os vindouros possam continuar a terem orgulho dos seus antepassados na projeção e empoderamento da nossa terra.
Políticas assentes em estratégias de crescimento sustentado de uma comunidade, no desenvolvimento do bem-estar da sua população, na criação de valor e atratividade do município, capaz de dar garantias às pessoas de se sentirem felizes na sua terra, será o desejável, abdicando das ideologias políticas e caprichosas que só nos levam a um único caminho, o descontentamento permanente.
Honrar o passado e potenciar o futuro, deverá ser o principal objetivo dos nossos governantes.
* Colaborador