Onda de assaltos nos cemitérios

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Os cemitério de Ul, Travanca, Palmaz e Macinhata da Seixa têm recebido visitas dos "amigos do alheio"

> Situação gera indignação e preocupação na comunidade que pede mais segurança

Os cemitérios das várias freguesias do concelho de Oliveira de Azeméis têm sido frequentemente visitados pelos ‘amigos do alheio’, gerando indignação e preocupação entre os familiares dos falecidos, que se deparam com a falta de artigos nas suas campas. Os assaltantes levam, sobretudo, candeeiros, mas há também relatos da subtração de círios, crucifixos e até arranjos florais.

O caso mais recente ocorreu na madrugada  14 de janeiro, no cemitério de Macinhata da Seixa. Esta é, aliás, a única ocorrência registada pela GNR de Oliveira de Azeméis nos últimos 90 dias, apesar de terem ocorrido, durante esse período de tempo, outros furtos em diversos cemitérios do concelho. Militares da Guarda, acompanhados por elementos do Núcleo de Investigação Criminal, estiveram, logo na manhã de quinta-feira, no cemitério de Macinhata da Seixa a averiguar a situação e a tomar conta da ocorrência. A GNR aconselha todos os lesados, a título individual, a apresentarem queixa e a relatar os bens furtados, isto porque o responsável pelo cemitério pode apenas apresentar queixa dos furtos nas áreas comuns.
“Apelamos a todos os lesados que, assim o entendam, formalizem a respetiva queixa junto da GNR, uma vez que essa colaboração é fundamental para a investigação e eventual identificação dos responsáveis. A União das Freguesias lamenta profundamente os transtornos causados e reforça o seu compromisso em colaborar com as autoridades competentes para salvaguardar o respeito e a dignidade neste espaço”, refere a União de Freguesias de Oliveira de Azeméis.
Também o cemitério de Ul, sabe o Correio de Azeméis, tem sido frequentemente alvo de furtos, encontrando-se muitas campas com vestígios de artigos subtraídos, nomeadamente candeeiros e crucifixos. Os lesados confessam-se revoltados com a situação, pedem câmaras de vigilância para o espaço e adiantam que não vão voltar a repor os objetos que faltam nas sepulturas dos seus entes queridos. “Para virem cá, daqui a dias, e voltarem a roubar?!”, refere, indignado, um dos lesados no cemitério de Ul, sugerindo a colocação de câmaras de vigilância para maior segurança. Fátima Silva recordou que, sobretudo na altura do Dia dos Finados, alguns dos arranjos florais, “que são sempre mais bonitos e arranjados nessa altura”, também desapareceram.
Na madrugada do passado dia 18, os cemitérios de Travanca e Palmaz também foram alvo dos assaltantes, que levam essencialmente metais não preciosos. Numa publicação nas redes sociais, a Junta da União daquelas Freguesias informou que “foram furtados vários candeeiros e outros adornos de sepulturas”. Na mesma publicação pode ler-se que “a junta já informou a GNR do sucedido e apela aos lesados que façam a respetiva queixa na GNR, assim o entendam. Foi solicitado também, que esta força policial, reforce o patrulhamento nestes locais. Por fim, se alguém presenciar algum movimento estranho nas imediações destes ou outros equipamentos públicos, solicitamos que comunique de imediato com a Junta e com a GNR”.
 

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