Oposição critica muito anúncio e pouca execução

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Manuel Almeida do CHEGA, e Pedro Marques e João Costa, da AD, apontaram atrasos, incoerências e falhas persistentes, enquanto o presidente da Câmara, Joaquim Jorge, respondeu com justificações técnicas, limitações legais e constrangimentos de recursos humanos.

Manuel Almeida abriu o debate questionando as prioridades financeiras do município, criticando os custos associados às festas de Natal e de passagem de ano. Para o vereador do Chega, o problema não está na realização dos eventos, mas nos valores envolvidos, quando continuam por resolver questões básicas”.
O vereador centrou depois as críticas na promessa de pavimentação de 150 ruas, anunciada em 2024, exigindo dados concretos. “Quantas ruas já foram efetivamente pavimentadas? Quantas estão ainda por concluir?”, questionou, defendendo que a câmara deve prestar contas claras sobre o que foi anunciado e o que foi executado.
Na resposta, Joaquim Jorge garantiu que “a grande maioria das ruas foi pavimentada”, reconhecendo, no entanto, que existem situações ainda pendentes. O presidente afirmou que a informação detalhada existe e que pode ser facultada posteriormente, explicando que algumas intervenções ficaram condicionadas por razões técnicas e administrativas.


Máquina parada e sem reativação à vista
A máquina municipal de reparação de pavimentos asfálticos, adquirida em 2018, foi outro dos exemplos apontados por Manuel Almeida como investimento sem retorno visível. O vereador questionou se o equipamento está sequer a ser utilizado. O presidente confirmou problemas, explicando que “a máquina estava constantemente entupida” e que não teve a produtividade esperada, admitindo ainda dificuldades na contratação de pessoal qualificado. “Com 920 euros de salário, muito dificilmente teremos eletricistas, carpinteiros ou motoristas”, afirmou.
Já João Costa reforçou a crítica à forma como os projetos municipais são apresentados e comunicados. O vereador afirmou que existem “produtos sem substância”, apontando inaugurações de equipamentos que não entram em funcionamento pleno e obras com atrasos prolongados. “Quando se inaugura um equipamento, ele tem de ser posto ao serviço das pessoas”, defendeu, alertando para a perda de confiança dos munícipes quando os resultados não aparecem no terreno.


Atrasos nas obras não são anormais
O presidente rejeitou a ideia de inaugurações simbólicas e enquadrou os atrasos como parte da realidade das obras públicas, referindo que “não é nada normal no país termos uma obra escrupulosamente cumprida dentro do cronograma”, devido a revisões de projeto, procedimentos legais e outros constrangimentos.
Pedro Marques levou o debate para o campo ambiental, alertando para episódios recorrentes de poluição nos cursos de água do concelho. “Isto é constante, é um problema constante”, afirmou, considerando inaceitável que a situação persista. O vereador defendeu que o problema deve ser assumido como uma responsabilidade pública e não remetido para jogos de culpas.
Em resposta, Joaquim Jorge esclareceu que o município não tem competências sancionatórias nesta matéria e que os casos são comunicados à Agência Portuguesa do Ambiente. Sobre os transportes metropolitanos, após Pedro Marques ter manifestado preocupação com a instabilidade na gestão, o presidente afirmou desconhecer as razões concretas para eventuais mudanças e garantiu que a Câmara defenderá estabilidade e competência técnica num setor que considera essencial.
 

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