14 Jan 2026
> Oposição critica falta de ambição
A Assembleia de Freguesia de Cucujães aprovou o orçamento e o plano de atividades para o próximo ano, apresentados pelo executivo da AD, numa sessão em que se cruzaram diferentes leituras políticas sobre o arranque do mandato e em que o público voltou a chamar a atenção para problemas concretos da freguesia, ligados sobretudo à mobilidade, limpeza urbana e civismo.
Na apresentação do documento, o executivo explicou que o orçamento corresponde a uma fase inicial do mandato e foi construído com base num levantamento das necessidades existentes. A presidente da junta, Elisabete Barnabé, sublinhou que o objetivo passa por garantir estabilidade no funcionamento da junta e criar bases para o futuro, defendendo que não faria sentido assumir compromissos que não fossem exequíveis.
O orçamento privilegia despesas correntes, apoio às associações e pequenas intervenções, ficando investimentos de maior dimensão dependentes de candidaturas a fundos externos e de articulação com outras entidades, nomeadamente a câmara municipal.
PS fala em expectativa e necessidade de rumo
Pela bancada socialista, Ana de Jesus reconheceu que se trata do primeiro orçamento do executivo, mas afirmou que o documento deixa em aberto várias questões estruturais. Durante o debate, a eleita referiu que persistem problemas antigos na freguesia e defendeu que a junta deve assumir um papel mais ativo na procura de soluções, mesmo quando estas ultrapassam competências diretas.
O PS assumiu uma posição de acompanhamento atento da execução orçamental, sublinhando que será na prática que se avaliará a capacidade do executivo em concretizar as intenções apresentadas.
Chega endurece discurso e vota contra
O Chega assumiu uma posição de oposição frontal ao orçamento. Leandro Silva considerou que o documento não corresponde às expectativas criadas junto da população, defendendo que Cucujães precisa de uma abordagem mais interventiva e de respostas mais visíveis aos problemas do território.
Público leva realidade do dia a dia à assembleia
O período reservado à intervenção do público trouxe para o centro do debate situações concretas vividas diariamente na freguesia. Paulo Neto alertou para problemas persistentes de trânsito e estacionamento, referindo que as mesmas situações se repetem diariamente sem solução eficaz. Sónia chamou a atenção para a limpeza urbana e a falta de civismo, considerando que estes fatores afetam a imagem da freguesia e a qualidade de vida dos moradores. Já Samuel defendeu que as assembleias devem traduzir-se em mudanças visíveis no terreno, sublinhando que a população espera resultados concretos.
Executivo admite limitações e promete acompanhamento
Em resposta às intervenções, o executivo reconheceu que algumas das situações levantadas não têm resolução imediata e dependem de articulação com outras entidades. Elisabete Barnabé assegurou, no entanto, que a junta irá acompanhar os casos identificados e manter abertura ao diálogo com a população, reforçando a importância da participação cívica.
Orçamento responsável e exequível”
“Este é um orçamento responsável, ajustado à realidade financeira da freguesia. Preferimos assumir compromissos que sabemos poder cumprir, garantindo o funcionamento regular da junta e o apoio às associações.”
Elisabete Barnabé, presidente da Junta
Falta de estratégia mais ambiciosa
“Percebemos que é o primeiro orçamento, mas sentimos falta de uma estratégia mais clara e ambiciosa para responder a problemas que se arrastam há vários anos na freguesia.”
Ana de Jesus, PS
Necessária mais ação em Cucujães
“Este orçamento fica aquém das necessidades da freguesia. É preciso mais ação, mais intervenção e respostas concretas para os problemas que as pessoas vivem diariamente.” —
Leandro Silva, CHEGA
Trânsito continua a ser um problema
“O trânsito em determinadas zonas de Cucujães está cada vez mais complicado. Há estacionamento abusivo, falta de fiscalização e situações perigosas que se repetem todos os dias.”
Paulo Neto, público
Limpeza e civismo preocupam
“Há locais onde a limpeza deixa muito a desejar e falta civismo. Isso afeta a imagem da freguesia e a qualidade de vida de quem aqui vive. Há zonas que necessitam de passadeiras para peões e redutores de velocidade.”
Sónia, público
Passar do discurso à prática
“Falamos muitas vezes destes assuntos, mas depois no terreno as coisas mudam pouco. As pessoas querem ver resultados”.
Samuel, público