Orçamento e problemas no território discutidos

Pindelo Freguesias Concelho

O novo executivo de Pindelo foi confrontado pela população com problemas concretos na freguesia

> Primeira assembleia de freguesia de Pindelo

A Assembleia de Freguesia de Pindelo ficou marcada por um debate prolongado e participado, onde as intervenções do público assumiram particular destaque, a par de uma análise crítica feita por eleitos da assembleia. O orçamento, o funcionamento dos órgãos autárquicos, os regulamentos e vários problemas concretos da freguesia estiveram no centro da discussão, com o executivo da Junta, liderado por Manuel Albino, a responder às críticas e a justificar as opções tomadas.

O debate político iniciou-se com a intervenção de Rui Monteiro, que apresentou uma análise detalhada e crítica ao orçamento da junta. O eleito questionou a coerência de algumas rubricas, alertando para fragilidades na apresentação dos documentos financeiros e defendendo que a Assembleia deve dispor de informação clara e completa para exercer a sua função fiscalizadora. Rui Monteiro deixou ainda críticas ao funcionamento da assembleia, sublinhando a necessidade de maior rigor procedimental, nomeadamente no cumprimento do regimento e na aplicação da Lei n.º 75/2013, apresentando protestos formais e sugestões de melhoria.
Em resposta, o presidente da junta, Manuel Albino, defendeu as opções do executivo, explicando que o orçamento reflete as limitações financeiras da freguesia e a escassez de recursos humanos. O executivo reconheceu dificuldades operacionais, sobretudo ao nível da manutenção e da execução de algumas intervenções, mas sublinhou que a Junta tem procurado dar resposta dentro das possibilidades existentes. Para sustentar a posição do executivo, o técnico financeiro Álvaro Martins prestou esclarecimentos sobre receitas, despesas e liquidez, procurando responder às dúvidas levantadas e explicando os constrangimentos financeiros da Junta.
A assembleia abordou ainda a discussão de vários regulamentos, com destaque para o Regulamento do Cemitério e o Regulamento do Transporte Flexível. Estes pontos geraram divergências quanto ao método de elaboração e à necessidade de maior envolvimento dos eleitos e da população. A Junta manifestou abertura para aperfeiçoar os documentos, defendendo, no entanto, que os regulamentos apresentados constituem uma base de trabalho necessária para organizar o funcionamento dos serviços.
Apesar do debate político, foi o período reservado ao público que acabou por dominar a sessão. Vários cidadãos usaram da palavra para expor problemas concretos da freguesia, trazendo para a assembleia preocupações relacionadas com a limpeza urbana, o saneamento, a pavimentação de ruas, a segurança rodoviária, o risco de derrocadas e a falta de funcionários. As intervenções foram marcadas por um tom crítico e exigente:

“Falta acompanhamento no terreno”
“Há problemas que se arrastam há anos e continuam sem resposta. Falta acompanhamento no terreno e isso sente-se no dia a dia da freguesia, desde a limpeza e manutenção dos espaços públicos até à resolução de situações que já foram várias vezes sinalizadas. As pessoas acabam por ficar com a sensação de que falam, mas nada muda.”
Sandra Almeida

“O funcionamento da assembleia tem falhas”
“O funcionamento da assembleia tem de melhorar. Há perguntas que ficam sem resposta e procedimentos que não são claros. O regimento existe para ser cumprido e respeitado por todos, porque só assim este órgão pode funcionar de forma transparente e dar garantias a quem aqui vem expor os seus problemas.”
Filipe Rodrigues

“A degradação é visível em vários pontos”
“A freguesia tem ruas degradadas, problemas de saneamento e zonas onde a manutenção é claramente insuficiente. Esta situação não é recente e vai-se agravando com o tempo. Quem vive cá sente que a freguesia está a perder qualidade e isso devia preocupar mais quem tem responsabilidades.”
Joaquim Almeida

“Há situações de risco que não podem ser adiadas”
“Existem locais com risco de derrocadas e problemas sérios de segurança rodoviária. Não estamos a falar de casos isolados, mas de situações que se repetem e que representam perigo real para quem circula nessas zonas. São problemas que não podem continuar a ser adiados.”
Nuno Miranda
 

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