Parque da Câmara gera controvérsia

Concelho

A resolução de requerer a Declaração de Utilidade Pública, com caráter de urgência, da área envolvente da Casa Bento Carqueja e do respetivo parque de estacionamento camarário foi aprovada por maioria, com votos contra do PSD e um do CDS-PP. O Partido Social Democrata pediu a retirada deste ponto na Assembleia Municipal para não se tomar “decisões precipitadas na ordem do seu encerramento” mas, mesmo assim, o tema foi discutido e a votos. “Ocupamos há várias décadas a Casa Bento Carqueja e utilizamos o parque de estacionamento camarário. Em novembro de 2017, um mês depois de tomarmos posse, o procurador da outra parte informou-nos que tínhamos uma notificação judicial avulsa para entregarmos o prédio. Procurámos negociar o espaço, foram feitas diligências, reuniões e apresentadas soluções. Não houve entendimento”, contextualizou o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge. “Face a isto, aquilo que entendemos é que avançámos para a expropriação deste prédio por razões óbvias”, acrescentou, dando como exemplo a construção do Fórum Municipal, uma vez que é naquele terreno que se tem acesso ao parque de estacionamento. “Estamos a votar uma expropriação que vale, no mínimo, 1,2 milhões de euros. Estamos a condicionar o próximo executivo com esta decisão; esta discussão merece uma melhor reflexão, até pelas vertentes técnicas, urbanísticas e paisagísticas”, apontou Fernando Pais, do PSD. Jorge Melo Pereira (CDS-PP) também afirmou que este assunto “condiciona as decisões futuras”. “É engraçado quando dizem que não usam isto como política quando, recentemente, um post [no Facebook] do PS falou sobre o facto de cumprir o objetivo da Praça Maior”, rematou Jorge Melo Pereira, referindo-se ao próprio ponto em discussão [‘Praça Maior – Resolução de requerer a Declaração de Utilidade Pública com Carácter de Urgência’]. Em resposta, Bruno Aragão (PS) garantiu que não há nenhuma publicação sobre a Praça Maior que afirme o que Jorge Melo Pereira mencionou. “Não é a Praça Maior que os senhores estão a votar. A seguir às eleições é preciso salvaguardar os interesses do município. Herdámos aquilo que temos; não é de um partido. É nosso. Temos que avançar para uma discussão de futuro”, reforçou.

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