Partidos esperam mais investimento com novo ciclo financeiro
Concelho
A Azeméis FM/TV recebeu, no programa ‘Politicamente Correto’, moderado pelo jornalista Eduardo Costa, António Rosas, em representação do PSD, e Bruno Aragão, do PS, para discutirem ‘A conclusão do Plano Financiamento Financeiro do Município’.
Recorde-se que a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis anunciou, recentemente, ter antecipado a última prestação do Plano de Saneamento Financeiro, concluindo assim o pagamento de cerca de 45 milhões de euros, ao fim de mais de uma década. Este empréstimo, contratualizado em 2008, resultado de um desequilíbrio financeiro — isto é, estavam em falta com pagamentos aos seus fornecedores —, condicionou fortemente a capacidade que a autarquia tinha para investimento no município. Os oliveirenses viram-se obrigados, nesta última década, a canalizar uma parte substancial dos seus impostos para o pagamento da dívida, que rondava cerca de quatro milhões de euros, por ano.
Bruno Aragão (PS) admitiu que era sabido de antemão que esta dívida iria condicionar a capacidade que o município teria para fazer investimentos, mas é altura de recuperar as opções que tiveram de adiar. O representante do Partido Socialista ressalvou que, com o início de “um novo ciclo”, o município terá de manter uma “situação financeira equilibrada e capitalizar ao máximo” a disponibilidade financeira atual.
Quando confrontado por António Rosas no que concerne ao saldo de gerência destes últimos anos, Bruno Aragão mostrou-se ciente de que 2018 foi o ano com menor execução do Plano Plurianual de Investimento, porque, “para investir, é preciso projetos, desenhá-los, candidatá-los e executá-los”. Ainda esclareceu que o valor acumulado “não é lucro, são valores que a autarquia tem previstos para as suas obras”, dando o exemplo da Casa Sequeira de Monterroso e do Mercado Municipal.
A respeito do saldo de gerência, o representante do Partido Social Democrata mencionou que o atual executivo “deixou oito milhões de euros dos impostos pagos pelos oliveirenses por investir e colocar ao serviço do território e das pessoas” no ano de 2018, tendo depois acumulado para 14 milhões no ano de 2019. Para António Rosas, “a realidade destes dois anos de mandato do Partido Socialista em Oliveira de Azeméis demonstra que havia muitíssimo espaço para ir muito além daquilo que aconteceu e se não aconteceu foi por falta de preparação e de projetos”. O ex-vereador afirmou ainda que “as intervenções que os oliveirenses podem esperar nos próximos anos”, pelo PS, resultam de património que recebeu do passado, “adquirido ao longo dos 25 anos de mandatos”.
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