Pedro Nuno Santos percorreu as áreas ardidas do concelho - NOTÍCIA ATUALIZADA

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Secretário-geral do PS visitou a habitação que ardeu em Macinhata da Seixa

O Secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, visitou ao longo da manhã de hoje as zonas queimadas do concelho de Oliveira de Azeméis. Esteve em Macinhata da Seixa, no local onde a casa da Licínia Tavares ficou destruída.

Nesse local falou aos jornalistas onde referiu que “houveram vários aspetos que não correram bem, mas, aqui o nosso objetivo é ir para lá disso e conseguirmos perceber o que falta fazer em termos de intervenção e em termos de combate.”

É agora tempo de fazer um trabalho de “reflexão sobre o que correu bem, o que é que correu mal, o que é que falta fazer e o que é preciso corrigir. E se houver críticas a fazer elas serão feitas”, como deu o exemplo “na atuação da ministra da Administração Interna [[Margarida Blasco], ou, na centralidade que o primeiro-ministro deu a um dos fatores [fogo posto], ignorando todos os outros, nomeadamente a prevenção e o combate”, frisou.

“Ainda não temos ideia exata dos prejuízos”

A acompanhar esta visita esteve Joaquim Jorge, presidente da câmara municipal, que à RTP, esclareceu que ainda “não temos uma ideia exata dos prejuízos causados pelo incêndio, estamos numa fase de apuramento”, admitindo que já estiveram “numa fase inicial uma deslocação ao terreno com a Comissão de Coordenação Desenvolvimento Regional do Norte, sobretudo para analisar os prejuízos causados no edificado e agora temos uma segunda fase onde vamos fazer uma avaliação dos prejuízos quer públicos, quer privados, em outras dimensões não edificadas.”

“Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance”

O autarca de Oliveira de Azeméis garantiu que, em relação ao incêndio, “fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Estamos a falar de um incêndio que reuniu um conjunto de características anormais e complexas, e claro que enquanto agentes de proteção civil colaboramos com os demais agentes de proteção civil reunindo as condições para evitar que o incêndio tivesse sido ainda mais trágico, sobretudo no ponto de vista de perda de vidas humanas e perda de bens.” 

Água reposta nas freguesias afetadas

O edil oliveirense informou ainda que a água pública já estará resposta em todas as freguesias afetadas pelo incêndio, “agora a nossa preocupação são as escorrências que ocorreram por causa das chuvas e é aí que vamos concentrar as nossas energias nos próximos dias”, rematou.

Cadastro das propriedades é importante, mas legislação impede a consulta dos dados para notificação dos proprietários

Para finalizar Joaquim Jorge reforçou que o cadastro simplificado dos terrenos, o BUPi, “é fundamental, se nós não conseguirmos identificar os proprietários, não conseguimos notifica-los para que procedam à limpeza a que são obrigados. Portanto, a identificação é muito importante, mas, também é muito importante que nós nos possamos socorrer dessa informação e, neste momento, temos impedimentos legais que não nos permite utilizar esses dados sobre a identificação das pessoas para notificação da limpeza”, concluiu.

Em Oliveira de Azeméis arderam 2100 hectares, o que corresponde a cerca de 25% do total da mancha florestal de Oliveira de Azeméis, que tem perto de 9500 hectares de floresta.
 


 

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