23 Jul 2026
> Filipe Rodrigues (CDS-PP)
O comércio local é muito mais do que um conjunto de estabelecimentos. Representa identidade, proximidade, emprego e dinamização económica. Quando o comércio enfraquece, perde a cidade, perdem os empresários, os trabalhadores e todos os oliveirenses. Ao fim de quase uma década de governação socialista, Oliveira de Azeméis continua sem uma estratégia consistente para valorizar quem investe e cria riqueza no concelho.
O Mercado Municipal é o exemplo mais evidente. A obra, anunciada como estruturante para revitalizar o centro urbano, tem sido marcada por sucessivos atrasos, derrapagens financeiras e alterações de calendário. Enquanto a conclusão tarda, o Município continua a suportar elevados custos com o mercado provisório, recursos que poderiam estar ao serviço de outras prioridades. Entretanto, os comerciantes vivem na incerteza, sem saber quando poderão regressar a instalações definitivas.
A estes problemas juntam-se as fragilidades da mobilidade urbana. A insuficiência da rede de transportes e a falta de ligações eficazes entre as freguesias e o centro dificultam o acesso ao comércio tradicional. Também as constantes falhas nos parquímetros tarifados criam transtornos, afastam clientes e reduzem a competitividade dos lojistas, já pressionados pela concorrência das grandes superfícies e do comércio eletrónico.
A Câmara Municipal aprovou recentemente apoios às rendas e às obras dos estabelecimentos, comparticipando até 50% das despesas elegíveis. Apesar de positivos, estes apoios chegam tarde e insuficientes, como alertaram os vereadores da AD. Muitos comerciantes enfrentaram anos de dificuldades sem respostas eficazes, assistindo ao encerramento de negócios históricos e ao enfraquecimento do centro urbano.
Governar é antecipar problemas, não reagir quando já é tarde. Oliveira de Azeméis precisa de uma política integrada para o comércio, assente na conclusão urgente do Mercado Municipal, na melhoria da mobilidade, na resolução definitiva das falhas dos parquímetros e na criação de incentivos simples, previsíveis e atempados.
Os comerciantes não pedem privilégios. Pedem condições para trabalhar, investir e criar emprego. O CDS-PP continuará a defender políticas que devolvam confiança ao comércio tradicional e façam do centro de Oliveira de Azeméis um espaço mais vivo, competitivo e atrativo para todos.
* Presidente da Comissão Política Concelhia do CDS-PP