Pensar o futuro

CDS-PP Opinião Política

Filipe Rodrigues*

Opinião Política

Estamos perante um marco importante da nossa História recente: assinalam-se 40 anos da entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia (CEE), hoje União Europeia, ocorrida a 1 de janeiro de 1986, após a assinatura do Tratado de Adesão em 12 de junho de 1985. Este passo veio formalizar um pedido apresentado em 1977 e concluir um processo de negociações com cerca de oito anos, que contribuiu decisivamente para a modernização do País e para a consolidação da democracia portuguesa.
“À época, a adesão foi amplamente reconhecida como um momento fundamental para afirmar a democracia portuguesa no período pós-25 de Abril de 1984 e para impulsionar a modernização económica e social. Os seus efeitos fizeram-se sentir no aumento do PIB per capita, na melhoria do ensino e no forte investimento em infraestruturas, como a rede de autoestradas, com o apoio determinante dos fundos europeus.”
No entanto, a democracia que hoje vivemos dá, por vezes, a sensação de ter sido conquistada de forma simples, sem sofrimento ou esforço coletivo, esquecendo-se a luta travada para pôr fim a uma ditadura. Com esse fim, conquistando a Democracia e a Liberdade, o fim da censura prévia, a liberdade de expressão, de reunião e de associação, o direito de votar e de ser votado.
Foram igualmente assegurados direitos laborais fundamentais, como a criação do Serviço Nacional de Saúde, o direito a férias, o salário mínimo, o direito à greve e a emancipação das mulheres de uma tutela legal que lhes vedava o acesso a várias profissões. No plano do Estado Social, foi construída uma rede de proteção social e reforçados os serviços públicos, com o objetivo de promover maior igualdade e justiça social.
Muito mais haveria a dizer. Ainda assim, nos dias de hoje, muitos parecem não acreditar na história ou desconhecê-la por completo abrindo espaço a discursos fáceis, que soam bem ao ouvido, mas que apresentam soluções incompatíveis com a realidade do País e do mundo em que vivemos.
Coloca-se, por isso, uma questão essencial. Por que razão, de forma leviana ou inconsequente, haveríamos de colocar tudo isto em risco?
Todos temos o dever de refletir seriamente, de promover a estabilidade da democracia, de respeitar os nossos direitos e deveres e de assumir a responsabilidade pelas nossas ações. Ações que, no futuro, podem pesar de forma irreversível e tornar o retrocesso difícil, senão impossível.

* Presidente Concelhia CDS PP Oliveira de Azeméis

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