Pensar o futuro

CDS-PP

Filipe Rodrigues*

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Vivemos tempos de profunda falta de sensibilidade política por parte dos órgãos governativos municipais. Como já referido no artigo anterior, o nosso território tem sido severamente afetado por chuvas persistentes e ventos fortes, expondo fragilidades estruturais graves no planeamento e na resposta da proteção civil em Oliveira de Azeméis.
O concelho sofre de um evidente défice de planeamento estratégico nesta área. Faltam meios, faltam elementos destacados no terreno e, sobretudo, falta preparação para responder de forma preventiva e eficaz aos fenómenos que se têm vindo a repetir. O resultado é claro: situações que já existiam há uma semana permanecem exatamente iguais ou agravadas na semana seguinte.
A N224-3, em toda a sua extensão, apresenta múltiplos pontos críticos. Como refere a própria população: “até mete medo”. Volto a referir a situação da Ponte da Minhoteira, ainda obstruída por várias árvores, algumas de grande porte, que descem o rio, embatem e ficam presas nos pilares da ponte, exercendo pressão estrutural sobre a mesma.
Em várias freguesias, continua-se a assistir a sargetas obstruídas, zonas de escoamento inoperacionais e águas pluviais a invadir as vias de circulação automóvel, criando riscos reais para quem nelas transita.
Há já desabamentos de terras e, em alguns locais, o próprio alcatrão começa a ceder. Um exemplo paradigmático é o caso da Ponte Velha, em Pindelo. A população alertou há muito tempo, muito antes das tempestades. O que foi feito? Nada. Hoje temos um problema maior, que poderia ter sido evitado com intervenção atempada e responsável.
Tudo isto revela um padrão: ausência de prevenção, ausência de planeamento e ausência de resposta política eficaz.
É legítimo e necessário exigir mais sensibilidade e responsabilidade aos autarcas. Que percorram as ruas das suas freguesias. Que o executivo camarário faça uma verdadeira volta ao concelho. Que observe, avalie e intervenha não por reação mediática, mas por dever público.
Governar é antecipar riscos, não apenas reagir às consequências.
Proteger a população não é discurso é ação concreta, planeamento e responsabilidade política.


* Presidente Concelhia CDS PP Oliveira de Azeméis

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