Politicamente (in)correto

CHEGA

Manuel Almeida *

48 Anos após a “rebelião dos cravos” continuamos a escutar os discursos fofinhos e glamorosos que enaltecem as vantagens, e muito bem, deste acontecimento, nomeadamente os avanços sociais na educação, na saúde e na liberdade de expressão.
Mas a “rebelião dos cravos” foi o conto de fadas que nos tentam vender ano após ano? Não, o 25 de Abril não foi só isso!
Com o 25 de Abril de 1974 iniciou-se o processo de descolonização que fez com que muitos portugueses residentes nas ex colonias fugissem da sua terra, sem nada, deixando para trás gerações empreendedoras de trabalho árduo, vidas destruídas, famílias destroçadas. Foram abandonados à sua sorte, espoliados e muitos deles, mortos.
Um processo feito de forma atabalhoada que deixou para trás militares caídos durante a guerra, e que até hoje, 48 anos depois ainda não foram transladados para a sua Pátria.
De que nos vale cantar o “Grândola vila morena” e colocar o cravo ao peito, se temos a ousadia de abandonar os nossos conterrâneos, vivos e mortos?
Com o discurso do Sr. Presidente da Republica, ficou no ar a intenção de condecorar todos os militares de Abril. Está visto que vale tudo nesta “democracia” em que vivemos, até mesmo condecorar elementos que assassinaram e roubaram! Desde quando Portugal condecora bandidos?
Mas a “rebelião dos cravos” também nos trouxe a pior classe de políticos que nos podia ter tocado em sorte, que vivem do Regime e para o Regime, blindando-o e servindo-se dele em vez de servirem Portugal e os Portugueses.
Enquanto soprar uma brisa que seja de autocracia no País ou num qualquer concelho onde muitas decisões são tomadas de forma unilateral e por capricho próprio, enquanto se continuar a tentar dificultar o acesso a actas de reuniões de câmara, enquanto existir a politica do quero, posso e mando, enquanto presidentes de câmara tentam esquivar-se a questões ou pedidos de acesso a documentos solicitados por deputados municipais, então ainda estão por cumprir os objectivos de Abril.
Liberdade sim! Libertinagem não!
* Presidente da comissão política  Concelhia  do CHEGA
 

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